Astros árabes brilham em Londres

 (FIFA.com)-

O Torneio Olímpico de Futebol Masculino Londres 2012 foi encerrado neste sábado, 11 de agosto, quando foram realizadas a final da competição e a entrega das medalhas a mexicanos, brasileiros e sul-coreanos. Mas alguns dos países que não subiram ao pódio também têm motivos para se orgulhar.

É o caso dos representantes árabes do Egito, Emirados Árabes e Marrocos, que poderiam muito bem ter chegado mais longe.
As torcidas dessas seleções, além dos bons desempenhos e da qualidade coletiva, tiveram a alegria de ver alguns dos seus jogadores brilharem individualmente e ofuscarem até mesmo grandes nomes do futebol mundial.
O FIFA.com traz para você seis representantes deste canto do mundo que foram destaque em solo britânico e encantaram os espectadores.
Aboutrika e Salah (Egito).

Mohamed Aboutrika faz parte do trio de jogadores de maior destaque na seleção olímpica do Egito. Capitão da equipe, ele não decepcionou nas três partidas do país na fase de grupos, marcando presença em todos os pontos do campo e sendo também um dos responsáveis pelas finalizações. Foi o autor do primeiro gol egípcio na partida contra o Brasil, permitindo que os seus companheiros apertassem o ritmo a ponto de quase igualarem o marcador. A única vitória veio na partida diante da Bielorrússia, quando Aboutrika fez o terceiro gol e garantiu a vaga nas quartas de final da competição, ainda que os bielorrussos tenham descontado a três minutos do fim.

Como não poderia ser diferente, Aboutrika sonhava com o pódio, mas está ciente da importância do torneio na caminhada até uma eventual classificação para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. "Queríamos fazer algo excepcional e ficar com uma medalha", declarou ao FIFA.com.
"Tínhamos de deixar uma boa impressão para confirmar a capacidade de nos classificarmos para a Copa do Mundo", completou.
Ao lado dele estava Mohamed Salah, que apresentou um excelente futebol e vem se firmando com uma das grandes revelações do futebol egípcio. Com a boa participação no torneio, não deixou dúvidas de que será uma das principais peças da seleção nos próximos meses. Contra o Brasil, no Millennium Stadium, os faraós apresentavam dificuldade no setor ofensivo até a sua entrada em campo.
Salah marcou o segundo gol e, se tivesse mais tempo, poderia até ter levado o seu país ao empate. Depois da estreia, manteve o ritmo e utilizou toda a experiência adquirida com as cores do Basel no Campeonato Suíço para abrir o marcador contra a Bielorrússia e, com isso, o caminho da classificação para a segunda fase.

Matar e Abdulrahman (Emirados Árabes Unidos)
Para essa primeira participação dos Emirados no Torneio Olímpico de Futebol, Mahdi Redha decidiu contar com o goleador Ismaeil Matar, que não decepcionou a confiança depositada pelo treinador. Em partida realizada no Old Trafford, contra o Uruguai, ele entrou para a história ao marcar o primeiro gol do seu país nos Jogos Olímpicos. Apesar das duas derrotas consecutivas, Matar não baixou a cabeça e foi às redes diante do Senegal. Graças a ele, os Emirados Árabes Unidos conquistaram o ponto de honra e deixaram a competição de cabeça erguida.
"Essa participação nos Jogos Olímpicos foi a realização de um sonho", revelou Matar. "Graças a Deus, pude entrar em campo e me destacar. Eu tinha a difícil tarefa de liderar a equipe, mas estou satisfeito com as minhas apresentações. O futebol dos Emirados pode ficar orgulhoso deste grupo."
O bom desempenho do selecionado emiradense, regado a numerosos ataques e bom toque de bola, mostrou o grande potencial do grupo e deixou claro que a classificação não era impossível. No setor ofensivo, Omar Abdulrahman chamou a atenção da torcida e do Manchester City, ainda que não esteja definido se ele irá defender o atual campeão inglês ou retornar ao Al Ain. O certo é que, muito em breve, Abdulrahman se tornará titular absoluto da seleção principal.
Kharja e Barrada (Marrocos)
Após a eliminação do Marrocos, já na primeira fase, pode-se dizer que o país desperdiçou enormes chances de passar para as quartas de final. Os marroquinos foram superados por Honduras, perderam diversas chances de gol contra o Japão e jogaram de igual para igual com a Espanha. Contando com jovens craques no elenco, a nação africana não decepcionou a torcida, mas quis o destino que a eliminação viesse antes do previsto.
Entre os nomes que agradaram está o de Abdelaziz Barrada, que, por meio da sua postura contra Honduras e de um futebol ofensivo, demonstrou que a experiência adquirida na elite espanhola lhe foi de grande valia. Trata-se de um jogador que poderá ser determinante na busca por uma vaga na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.
Outro destaque foi Houssine Kharja, cuja experiência foi muito bem aproveitada pelos jovens marroquinos. O capitão da seleção nacional foi responsável pela ligação entre os diversos setores e ainda auxiliou o ataque. Infelizmente, apesar da presença constante no campo do adversário, acabou não balançando as redes.
 "É o futuro do futebol marroquino, espero que eles tenham todo o apoio para evoluir rapidamente", apontou o velho combatente, que passou pelos maiores campeonatos europeus. "São jogadores muito talentosos e estou convencido de que, com experiência, ainda irão realizar grandes feitos no futebol. Poderíamos ter chegado mais longe, mas não tivemos sorte. Estou triste pelos meus companheiros e pela torcida, mas precisamos aprender com as derrotas", finalizou Kharja.





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