Câmara Árabe apresenta serviços a empresários




São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira promoveu nesta quarta-feira (08), em São Paulo, um encontro com cerca de 20 empresários para apresentar os serviços que oferece e levantar sugestões para o calendário de eventos do próximo ano. O evento contou com a participação de companhias dos ramos de alimentos, móveis, materiais elétricos e construção, entre outros.


"A Câmara é uma facilitadora de negócios", destacou Janaina Calonga, gerente comercial da entidade. "Ela vai facilitar sua entrada nos 22 países da Liga Árabe e auxiliar a fazer negócios por meio de informações, rede de contatos e ações de promoção", disse à plateia.

Durante o encontro, Calonga apresentou mais de 15 opções de feiras em países do Oriente Médio e Norte da África que possuem projeção internacional e atraem visitantes de toda a região. Algumas, como a Gulfood (alimentos) e Big 5 (construção) já tem participação garantida nas próximas edições de empresas brasileiras em parceria com a Câmara Árabe.

"Os melhores negócios que nossa empresa fez na África foram na Big 5 porque ela atende não só o Oriente Médio, mas também toda a África", afirmou Damaris Costa, diretora da trading Braseco, uma das participantes do evento. O encontro foi realizado de forma interativa, com os empresários comentando sobre os eventos em que já participaram e sobre aqueles nos quais têm interesse.


Entre as oportunidades de feiras no mundo árabe também estão a Project Lebanon (Líbano-construção), Arab Health (Emirados Árabes-artigos médicos), Beautyworld Middle East (Emirados-cosméticos), Index (Emirados-móveis), Khartoum International Fair (Sudão-multisetorial), Djazagro (Argélia-produtos agrícolas e alimentícios) e outras. 


"A feira (Djazagro) é uma das mais importantes portas de acesso não só para a Argélia, mas também para a Tunísia, Marrocos e Líbia", apontou José Farhat, diretor da Pankommerz Representação Comercial.


Rodrigo Solano, gerente de Negócios e Mercados da Câmara Árabe, afirmou que os países árabes devem crescer entre 4% e 5% nos próximos anos. Segundo o executivo, para os interessados em ter uma empresa no mundo árabe, não há tanta burocracia como no Brasil. "Os países árabes se destacam na facilidade de abertura de negócios, especialmente a Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar".


Solano mostrou que o Brasil ainda representa uma parcela muito pequena no comércio dos países árabes com o mundo. Do total de US$ 570,22 bilhões importados pelos árabes em 2011, o Brasil participou com apenas 2,6%. "Existe um enorme mercado a ser explorado", ressaltou.


O CEO da Câmara Árabe, Michel Alaby, afirmou que o evento desta quarta foi o primeiro de vários e colocou a entidade à disposição dos empresários. "Contem com a Câmara naquilo que for necessário, nas ações de comércio, importação, exportação, no que for preciso", destacou.


A Câmara Árabe


A Câmara de Comércio Árabe Brasileira foi criada há 60 anos com o objetivo de promover as relações entre o Brasil e os países árabes. A entidade é a única do Brasil que é membro da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura da Liga Árabe.


A instituição oferece serviços como a certificação de documentos, auxilio na participação em feiras no mundo árabe, promoção de rodadas de negócios, tradução, entre outros. Com sede na cidade de São Paulo, a Câmara Árabe atua com empresas de todo o Brasil.

Aurea Santos-aurea.santos@anba.com.br
                                                                       
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