Omar Fayad, lança a segunda edição de dicionário árabe-português



O Veterinário de Bauru, Omar Fayad, lança a segunda edição de dicionário árabe-português com termos coloquiais para ajudar viajantes a se comunicar no Líbano, Síria e Palestina.

Marcos Carrieri marcos.carrieri@anba.com.br
São Paulo – O veterinário Omar Fayad decidiu estudar árabe, em 2005, para conhecer o Líbano, país em que seus pais nasceram. Ele não imaginava que, depois de alguns anos, iria publicar um dicionário com 9.500 verbetes de árabe coloquial. Ele também não imaginava que depois de algum tempo o sucesso das vendas do Dicionário Árabe – Termos Coloquiais o levaria a preparar outra edição, mais completa, com 12 mil verbetes, com a conjugação de alguns verbos e a explicação do uso dos pronomes possessivos.

Divulgação
Dicionário: 12 mil verbetes
“Quando comecei a estudar o árabe coloquial, eu anotava as palavras que eu aprendia e depois as guardava em um arquivo no computador. Quando tinha cerca de duas mil palavras, montei uma apostila e encadernei. Fiz isso para meu uso, para poder aprender mais, saber falar. Nunca pensei em publicar”, recorda o autor.

Morador de Bauru, no interior paulista, Fayad recorda que, na ocasião em que estudou o idioma, só encontrava livros e dicionários do árabe clássico. Quase nada do que era falado no dia a dia. Começou, então, a praticar com um livro de árabe coloquial escrito por Chafic Elia Said e aprendeu a falar com a amiga Amira Said Haddad, que também vive em Bauru.

A ideia de ampliar aquele glossário e fazer, a partir dele, um dicionário não foi nem de Fayad. “Alguns amigos me incentivaram. Eles viram aquele glossário, até me pediram uma cópia, pois gostaram muito. Depois, disseram que eu poderia tentar publicar”, diz o veterinário, de 65 anos.

A primeira edição do dicionário saiu em 2008, ano em que, pela primeira vez, Fayad visitou o Líbano. Conheceu a cidade em que seus pais nasceram, Maaser Chouf, a cerca de 40 quilômetros de Beirute, alugou um carro e percorreu todo o país. “Me comunico perfeitamente em árabe, uso o idioma coloquial normalmente. Mas tenho dificuldade com o árabe clássico. Se leio um livro, encontro lá palavras que não conheço, que não sei o significado. É outra língua”, compara o autor do dicionário. Segundo Fayad, os verbetes do dicionário são os mais falados no Líbano, na Síria e na Palestina.

A ideia de criar uma segunda edição do dicionário surgiu a partir do sucesso da primeira. As 1.100 edições foram vendidas. Esta segunda edição tem a mesma tiragem da anterior. “Não acredito que possa ensinar alguém a falar árabe, mas ajuda muito com o uso coloquial do idioma”, diz o autor.

Fayad ainda não pensa na terceira edição do dicionário, mas desenvolveu uma apostila, “rudimentar”, como diz, também com os termos coloquiais do idioma para ensinar as sobrinhas e netas. “Fui aprender porque queria viajar ao Líbano, visitar os parentes. É uma forma de preservar as origens. Acho que temos de fazer isso”, diz o autor.

Serviço
Dicionário Árabe – Termos Coloquiais – 2ª edição; Omar Fayad (ed. Bazar Editorial), 424 páginas, R$ 49.
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