Produtos de Israel entram no Líbano


 Produtos de Israel entram no Líbano

Produtos de Israel estão entrando no mercado libanês. Legumes, roupas, equipamentos agrícolas, e vários tipos de mercadorias.

Em 1951, o boicote da Liga Árabe sobre produtos de Israel começou, proibindo relações comerciais e económicas, e penalizando os países e empresas que fazem negócios com Israel.

A cada ano os países que apoiam o boicote se reúnem e decidem quais empresas ou produtos não devem fazer parte dos países árabes.  
Antes o boicote era observado por todo os países árabes, mas hoje, apenas o Líbano ea Síria "parecem"  aderir ao Boicote.
No entanto, enquanto alguns produtos não estão autorizados a fazer parte do mercado libanês, outras empresas e produtos penetram livremente no mercado todos os dias.
O responsável pelo boicote no Líbano dentro do Ministério da Economia e Comércio, disse: "Às vezes, produtos de Israel entram no Líbano".
Países como Jordânia e Egito fazem parte deste tipo de comércio, eles removem os rótulos e qualquer tipo de sinal Iraelense, depois eles escrevem um novo rótulo, como se fossem " produtos árabes", em seguida, os produtos são vendidos no mercado árabe. 

"Made in Jordan", ou "Made in Egito" podem ser em muitos casos um "Made in Israel", confirmou o responsável.

"Obviamente estamos sofrendo o vazamento de produtos de Israel para o mundo árabe. Empresas instaladas na Jordânia, Egito, Chipre e até mesmo a China, são os principais mediadores desta prática.

O trabalho realizado no Ministério da Economia, em especial no escritório de boicote é encontrar empresas e produtos de Israel, e proibi-los de fazer parte do Líbano.

O responsável em questao, fez questão de manter sua identidade anônima, ele afirmou: "quando temos a certeza de que uma empresa ou um produto é de Israel, vamos proibi-lo de entrar no mercado libanês". 

O Microondas ACMA, foi proibido após descobrirem que na verdade a “empresa Jordânia" era uma empresa israelense. Um outro exemplo foi no T.S.C. supermercado em Achrafieh, em Beirute, eles devolveram filtros de café Melitta, as caixas tinham em seu rótulo, escritas em hebraico.

 "O trabalho no porto é fundamental, os produtos são divididos em verdes e vermelhos, estes  são suspeitos. Se ligarem para nosso escritório, vamos investigar. Afirmou o responsável"


Mas a palavra: "se" na frase "se ligarem", pode fazer toda a diferença, porque talvez, por algum motivo, há a possibilidade deste telefonema não acontecer.

De acordo com israelenses, negociações entre o mundos árabe e Israel, existem. O Professor da Economia na Universidade Hebraica de Jerusalém, Efraim Kleiman diz em um artigo no Middle East Quarterly:

 "É útil investigar o comércio que existe entre Israel e os países árabes. Isto pode ser feito através de uma análise sistemática de dados de comércio. No entanto muitas negociações são secretas, mas podemos ter uma noção pois o comércio em grande escala deixa vestígios no país exportador ou importador, ou naqueles que mediam entre eles. "

Além disso, no ano passado, o jornal em língua árabe Al Quds Al Arabi informou que havia descoberto investidores israelenses usando agentes palestinos na Cisjordânia para gerar certificados falsos para legumes e verduras a fim de vendê-los como produtos palestinos. 

Em Londres, organizacoes nao governamentais e muitos  consumidores pediram ao governo para especificarem a origem exata de produtos, muitos querem saber se os produtos consumidos sao fabricados por israelenses ou palestinos. 

De acordo com o Jornal The Telegraph, "O rótulo de" West Bank "não permite aos consumidores fazer a distinção entre bens provenientes de produtores palestinos e bens provenientes de assentamentos israelenses ilegais na região.

No entanto, não é apenas através de outros nomes, que Israel faz sua presença no Líbano. Ás vezes, até mesmo produtos claramente escrito "Made in Israel", entram aqui, o que significa que algo está acontecendo no Líbano também, e não apenas em países mediadores.

Sobhi Mawla, um homem libanês disse ao Gazeta de Beirute que uma vez foi comprar roupas para sua filha e viu letras hebraicas estampadas em uma blusa e na etiqueta. O dono da loja imediatamente retirou a mercadoria. 
  
Sarah Kabalan uma dona de casa tambem disse que já viu algumas vezes produtos em que estava escrito “Made in Israel” nos mercados do Líbano.

"Os produtos feitos em Israel, às vezes entram no Líbano por engano". Disse o responsável pela questão do Boicote no Líbano.

Mas se entram por engano, há uma falta de vigilância, para um país que não permite este comércio

 Bassam Haidar, que trabalhou no Porto por 17 anos, em uma entrevista exclusiva ao Gazeta de Beirute disse:
"Não há  verificação de todos os produtos".
Todas as caixas que chegam devem conter o manifesto, que são dados e as informações sobre o produto. Incluindo a origem, disse Haidar.

Também afirmou que: "algumas mercadorias entram no Líbano sem o manifesto, algumas pessoas têm contatos especiais". A palavra usada em árabe foi exatamente: Wasta (contatos especiais).

Os Libaneses nao conseguem boicotar produtos camuflados que entram no Libano, enquanto alguns produtos são proibidos de entrar no mercado, as vezes eles entram, e outros produtos Israelenses sao permitidos por lei, como eletronicos e medicamentos.

Algumas pessoas tentam boicotar de uma forma diferente, evitando ir para lugares que de alguma forma parecem ajudar a economia Israelense, como Mac Donalds, Star Bucks, Burger King, KFC, etc ..

O Star Bucks no Líbano é o principal alvo de boicote e protestos.  No entanto Haitham Bawab, disse que não há provas suficientes que o Star Bucks apoia Israel. 

Por outro lado pessoas que apoiam o boicote dizem que o diretor da empresa Howard Schultz fez vários discursos públicos apoiando Israel, e na Guerra do Iraque, Star Bucks apoiou os americanos financeiramente e moralmente. O grupo Naturei Karta(judeus contra Israel), também boicotam tais produtos e Star Bucks está na lista. 

"Mas temos muitos libaneses a trabalhar nestas empresas". Justificou o responsável pelo boicote no Líbano.

O Governo Libanês não segue as leis do Boicote apenas uma pequena parte dela, ou o seu espírito. A presença de Israel no Líbano está escondida das pessoas, mas é uma prática real bem conhecida pelo governo Libanês.
Os consumidores devem estar cientes do "boicote parcial" existente no país, e também que  produtos de Israel entram no Líbano de diferentes maneiras.

GazetadeBeirute
Chadia Kobeissi
11-11-2012

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