CLONAGEM DE ESPÉCIES DE ANIMAIS SELVAGENS


                                                             Foto: Sabetudo.net-
              
CLONAGEM DE ESPÉCIES DE ANIMAIS SELVAGENS 
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária estuda a possibilidade de clonar espécies de animais em risco de extinção, a exemplo de lobo-guará, onça pintada e veado catingueiro. Ainda não há prazo para a conclusão do projeto, mas a Embrapa só depende de aprovação de seu setor jurídico e do Ibama, para dar procedimento à ideia. Se der certo, será a primeira vez que o Brasil clona um animal silvestre.
As espécies-alvo não estão necessariamente correndo risco iminente de extinção, mas suas populações estão diminuindo. Os animais clonados seriam enviados ao Zoológico de Brasília para serem estudados e, se for o caso, usados para reposição dos que morressem na natureza selvagem. A experiência será realizada no Jardim Zoológico de Brasília que, além das suas instalações, vai pôr os animais à disposição dos cientistas para que deles seja extraído o material genético para a clonagem. 
Os clonados precisam ser enviados para o Zoo porque não há como a Embrapa monitorá-los de outra forma. Tanto a empresa de pesquisas, quanto o Jardim Zoológico, seria responsável por captar recursos, mas o pesquisador da Embrapa Carlos Frederico Martins, não estima quanto seria necessário, e que um único bovino, pode custar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, segundo ele. Dentre as técnicas de clonagem levadas em conta para a iniciativa, há uma parecida com a da ovelha Dolly. 
Já existem armazenadas, 420 amostras de células, de oito espécies de animais. A onça-pintada, o cão selvagem e o lobo-guará são alguns dos animais que constam da lista de espécies ameaçadas, publicada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O objetivo é criar exemplares de espécies ameaçadas que dificilmente se reproduzem em cativeiro. Os novos espécimes serão mantidos em cativeiro, apesar de não se descartar a hipótese de libertarem-nos em seus habitat, se disso depender a conservação da sua espécie.
Muitos biólogos alertam para o risco de se libertarem exemplares clonados na natureza, de acordo com alguns conservadores esse plano desvia o foco da preservação do habitat dos animais em risco, e que seria mais simples substituir os que morrem por clonados, mas Martins garante que não será esta a principal ferramenta de conservação. 

GazetadeBeirute
CLAUDINHA RAHME

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