CRESCE INFLAÇÃO NO LÍBANO


                                                        Foto: telegraph-
CRESCE INFLAÇÃO NO LÍBANO
No período de um ano, a inflação no país teve aumento de 11,1% de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor. Alimentos e bebidas aumentaram 1,2%, restaurantes e hotéis aumentaram 0,3%, entretenimento teve um aumento de 4,3%, mas os custos com educação aumentaram absurdamente em Outubro, chegando a mais de 14,5% em um mês. Em contrapartida, transportes, água, eletricidade e combustível continuam a cair, o transporte caiu 1,3% e combustível, água e eletricidade, tiveram uma queda de 0,1%, de acordo com o relatório. Porém o Governador Riad Salameh, ainda prevê uma variação de 4 a 5% na inflação, e que se o governo aumentar os impostos para aumentar os salários, conforme os trabalhadores querem que eles sejam aumentados, estes números vão aumentar em mais de 10%. O Ministério da Fazenda apresentou um relatório, resultado de uma pesquisa que comprova que metade das famílias libanesas não conseguem economizar absolutamente nada, e que 63% estão enfrentando dificuldades para suprir consumo de alimentos e produtos de necessidade. Passando um projeto de lei que introduz níveis salariais mais elevados para os trabalhadores do setor público iria empurrar os níveis de inflação acima de 10%, e aumentar as mensalidades em 30%, segundo os constantes alertas das Comissões Econômicas.  
Uma pesquisa nacional realizada pelo Ministério da Fazenda, mostrou que mais da metade das famílias libanesas não podem se dar ao luxo de poupar dinheiro, enquanto mais de 63% enfrentam dificuldades no fornecimento de alimentos e necessidades. As exportações industriais também sofreram uma queda de 11,3% de Janeiro à Setembro desse ano, mas Vrej Sabounjian, Ministro da Indústria, permanece otimista e acredita que o quadro tende a mudar e que as exportações vão se recuperar, e aposta na aprovação no Parlamento, de um projeto de lei de corte industrial de exportação, que imposto sobre os lucros em 50%, poderá provocar queda dos impostos de 15 para 7,5%, o menor do mundo. "Isso irá refletir, encorajar, os investidores locais e estrangeiros, para investir em projetos produtivos" acrescentou Vrej. O presidente da Associação de Franquia Libanesa, Charles Arbid, disse que os custos de produção crescentes, a instabilidade local e regional - particularmente a situação na Síria - estão por trás da forte queda nas exportações, e que o setor industrial libanês é plenamente capaz de crescer e expandir, mas os industriais devem estar cientes das condições mais duras, e no aumento da qualidade e da competitividade.
Em setembro de 2012, o Líbano exportou quase US $ 253 milhões, 3,8 % menos do que em setembro de 2011. A União Europeia agarrou 16,2% das exportações em Setembro, os países asiáticos, 12,5%, e os países árabes 53,4%. A queda é um reflexo da instabilidade e insegurança, causadas pelas rotas da Siria, duplicando assim, os custos de frete e seguro. As exportações totais, e de bens industriais e agrícolas, caíram mais de 4%, segundo o Departamento de Alfândega do país. As exportações de produtos de metal superaram em setembro, tiveram mais de 46 milhões dólares de exportações do país.  Equipamentos elétricos e eletrodomésticos ficaram em segundo lugar com US $ 37 milhões, seguido por alimentos no valor de quase US $ 32 milhões.

GazetadeBeirute                                                            
CLAUDINHA RAHME

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