Excelência Mar Basilius Adão Pereira


O Gazeta de Beirute no Brasil com seu correspondente Anthony Mohammad entrevista  Sua Excelência Mar Basilius Adão Pereira  (Metropolita), Arcebispo da Igreja Caldaica do Oriente no Brasil.

GB :  Sua Excelência a Santa Igreja Católica Apostólica do Oriente , é baseada em quais raízes históricas ?

Mar Basilius : É uma comunidade eclesiástica autônoma, parte integrante da tradição da Igreja Católica-Apostólica do Oriente, fundada segundo a tradição pelo Apóstolo Tomé (Mar Thoma), no século I, também conhecida como Igreja Persa, Igreja Síria Oriental, Igreja Sírio Caldaica e Santa Igreja Católica Apostólica do Oriente.

 GB: Em quantos países Sua Excelência possui trabalho ?

Mar Basilius: Possuímos trabalhos no Brasil, Ecuador, Nevis, Puerto Rico e Tailândia.

 GB:  Os ataques entre Palestinos e Israelitas  nestes últimos dias foram gravíssimos , conte-nos a opinião da Igreja do Oriente em relação a estes fatos ?

Mar Basilius : Esta é uma questão histórica marcada e agravou mais ainda com a criação do estado de israel, e o desterro dos palestinos. A interferência do Ocidente quase sempre prejudica, além do fato de que parece ser uma cultura dos dois povos, melhor, de alguns líderes, que fometam este conflito, do qual a populaçao dos dois lados, é obrigada a sofrer perdas e não podem viver em paz.

GB: Quais são os trabalhos Filantrópicos que a Igreja do Oriente faz?

Mar Basilius : Em países como Nevis e Ecuador possuímos um trabalho de medicina alternativa voltada para as pessoas menos desfavorecidas, além de aulas de reforço escolar.
No Brasil existe o sistema de auxílio com cestas básicas, especialmente na região do Mato Grosso, além de assistência terapêutica e de consultoria na região central do Brasil.

Temos em andamento o projeto dos centros de assistência sociais e de preservaçao ambiental, só esperando ajuda para que os mesmos se tornem realidade.

GB: Sua Excelência o extremismo religioso é negativo a qualquer religião, qual é a mensagem que Vossa Excelência pode nos passar?

Mar Basilius : Em especial na chamada tradiçao do livro, cristianismo, judaísmo e islamismo, que possuem a mesma origem religiosa, onde a fé central esta na crença de um Deus único, isto deveria servir para unificar, e não se prender a pequenos preceitos, criando a separação.
Infelizmente, todo grupo religioso possui seus extremistas, e quase sempre a religião acaba sendo marcada por estas pessoas. Acreditam que destruindo é que se constrói.
Mas precisamos olhar para a grande maioria, que sao fiéis autênticos e buscam seguir os passos de uma religiosidade sadia e pura. Estes são nossos irmãos.

GB: Existem trabalhos inter-religiosos?

Mar Basilius : Na verdade, não estamos elaborando este tipo de trabalho no momento. Às vezes por falta de tempo, e de oportunidades.

GB: Conte-nos um pouco sobre a Igreja do Oriente?

Mar Basilius :  Pertencemos a tradição cristã oriental, riquíssima em história e em mártires. É a tradição que mais mártires cedeu ao cristianismo.
É uma igreja que realmente sabe o que significa ser perseguida. Esta é sua característica, mas também é uma Igreja missionária, pois antes do século XV havia alcançado todo o Oriente até a China, mas infelizmente as perseguiçoes aconteceram, sem contar os genocidio do inicio do seculo XX.

 GB: Qual é a visão do Brasil para a Igreja do Oriente?

Mar Basilius : O Brasil é um país em constante formação, com característica particular, e com uma cultura e ética muito personalizada, além de ter uma herança política um pouco estranha e não bem vista pela própria população.
Cabe a nossa igreja, e as outras igrejas no Brasil, educar o povo para esta mudança de país-formação para um país realidade.

GB: Muito obrigado por participar conosco desta entrevista, agradecemos a Igreja do Oriente e Vossa Excelência Mar Basilius.
Finalizamos com as considerações finais da Igreja para o Povo Libanês e brasileiro.

Mar Basilius : Embora com ênfases religiosas diferentes, no caso o islamismo e o cristianismo, mas a origem está na mesma tradição, o Patriarca Abraão. Isto deveria criar uma amizade relgiosa mais próxima, e mais pura.

Na questão de nacionalidade, são duas naçoes muito ligadas. Os libaneses sempre encontraram no Brasil um apoio e um lar para viver, a ponto de nossas culturas, brasileiras e libanesas, hoje serem muito próximas em certas coisas, como exemplo, na questão da alimentação.

Entrevista - Novembro 2012
Anthony Muhammad-Gazeta de Beirute.

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