MULHERES E O CIGARRO



Foto: Daily Star
MULHERES E O CIGARRO 
As mulheres que largam o cigarro antes dos 40 anos ganham em média nove anos a mais, na expectativa de vida, mas ainda enfrentam uma taxa de mortalidade 20 % maior do que aquelas que nunca fumaram de acordo com um estudo divulgado na revista The Lancet.
Quase 1,2 milhões de mulheres na Grã-Bretanha mostraram que o fumo na vida adulta rouba 11 anos de vida. Entre as mulheres que largaram o cigarro antes dos 40 anos, os pesquisadores mediram um ganho de vida de mais nove anos, em comparação com aquelas que nunca pararam. Para aquelas que querem parar de fumar antes dos 30, o ganho de vida é de 10 anos.
"Homens ou mulheres fumantes, que param antes de atingir a idade média, terão um ganho de mais 10 anos de vida", diz o coautor da pesquisa Richard Peto, da Universidade de Oxford. Mas adverte que isso não significa que é seguro continuar a fumar até antes dos 40 e depois parar. "As mulheres que fazem isso têm uma taxa de mortalidade 1,2 % maior que as não fumantes. Este é um risco considerável excessivo, causando uma entre as seis causas principais das mortes desses ex fumantes."
Na Europa e nos Estados Unidos, a popularidade de fumantes atingiu o seu pico entre as mulheres, na década de 60, décadas mais tarde, do que para os homens.
O estudo é parte de uma vasta pesquisa, que envolveu 1.200 mil mulheres no Reino Unido entre 1996 e 2001. Os voluntários foram convidados para detalhar a sua história de tabagismo, e foram seguidos por uma média de 12 anos. As mulheres tinham em média, 55 anos de idade quando se inscreveram 20% delas eram fumantes, 28% eram ex-fumantes e 52 % nunca haviam fumado.
Os pesquisadores descobriram que o grupo de mulheres que continuaram fumando tinha três vezes mais taxa de mortalidade em comparação com as que não fumavam. Mesmo aquelas que fumavam menos de 10 cigarros por dia tinham o dobro da taxa global de mortalidade das não fumantes, alertou o estudo. Ele também advertiu contra os chamados cigarros "light", defumados pela maioria das mulheres do estudo.
"Baixo teor de alcatrão nos cigarros, não são baixo risco e mais da metade das pessoas que fumam deles acabarão morrendo por eles," o autor advertiu. As principais causas de morte entre os fumantes eram doença pulmonar crônica, câncer de pulmão, acidente vascular cerebral e doença cardíaca.
CLAUDINHA RAHME
GazetadeBeirute
02/12/2012

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