MUNDO ARABE OCULTA EPIDEMIA DE AIDS


                                                                                                  Foto:Moph.gov.lb

Dominado pelo estigma social, pela inércia do governo e por um acesso limitado à educação, a epidemia de AIDS vem crescendo no mundo árabe. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a População, a epidemia tem estado em ascensão na última década no Oriente Médio e no norte da África, e o número de pessoas que precisam de tratamento na região, saltou de 45 mil em 2001, para 160 mil em 2010. 

O Oriente Médio e o norte da África são as duas principais regiões do mundo onde a epidemia de HIV vem crescendo rapidamente. Segundo um relatório das Nações Unidas, o número de pessoas infectadas com o vírus, e as mortes relacionadas à AIDS, diminuiu em todo o mundo, à medida que o acesso ao tratamento se tornou mais difundido. Mas essa tendência não se vê no mundo árabe, onde as taxas de portadores do HIV e de mortes relacionadas à AIDS aumentaram, enquanto a conscientização pública, e a resposta do governo, além do acesso a serviços médicos adequados, apresentam um progresso lento. 

A ONU calcula que numa população estimada de 367 milhões de pessoas no Oriente Médio e no norte da África, o número de pessoas que vivem com o vírus HIV na região, é de cerca de 350 a 570 mil. As taxas de infecção entre homossexuais no Cairo chegam a 5,7%, e 9,3% em Cartum, no Sudão.

 Enquanto alguns países têm caminhado para enfrentar o crescente problema, a vergonha e o estigma parecem não ceder em uma região onde as relações homossexuais são consideradas crime e o sexo antes do casamento  um grande tabu na sociedade.

Este estigma se tornou algo normal para um jovem de Beirute, contatado através de um grupo que oferece apoio gratuito a pessoas soropositivas e doentes de AIDS.

 "Se eu fosse resumir em uma palavra, eu diria que a minha vida é um grande segredo. Embora eu tenha saído do armário perante minha família há muito tempo, isto é algo que não compartilhei com eles. Eu nunca poderia jogar sobre eles este peso", disse o rapaz de 29 anos, que soube ser soropositivo há três anos. 

As infecções se concentram em pessoas que pertencem a grupos de alto risco, como usuários de drogas injetáveis, homossexuais, prostitutas e seus clientes. 

"A vida para alguém que tem o vírus HIV é muito difícil. Eles sofrem com a incapacidade de falar sobre a doença livremente com pessoas próximas e nós temos casos em que indivíduos chegaram a ser expulsos da família. Embora algumas famílias deem apoio, trata-se de uma vida dominada pelo segredo, pelo engano e pelo medo do pior", relatou Brigitte Khoury, psicóloga clínica do Centro Médico da Universidade Americana de Beirute.

 Este medo é o que costuma afastar os soropositivos da procura de um tratamento. O estigma e a discriminação são as razões pelas quais as pessoas que vivem com HIV, ou populações com maior risco de infecção, não têm acesso a serviços. Estes dois fatores também limitam a habilidade de governos, e sociedade civil, de fornecer serviços. 

Muitos países do mundo árabe exigem que os estrangeiros façam exames de HIV para conceder vistos, ou carteiras de residência. Há algum tempo atrás, os jornais noticiaram o caso de um jornalista sul-africano, deportado do Catar e demitido da emissora de TV Al-Jazeera, após ter sido diagnosticado com HIV. A organização Section27, um grupo legal de interesse público, radicado na África do Sul, pediu à delegação do país na Organização Internacional do Trabalho, para formalizar uma queixa contra o país. 

Algumas nações mais liberais da região começaram a noticiar o problema, e no Egito e no Líbano foi lançada uma campanha de mídia, chamada "Let's Talk" (Vamos Conversar), organizada pelo Fundo das Nações Unidas para a População, em parceria com os ministérios da Saúde dos dois países, que encoraja as pessoas a fazerem o exame, e também disponibiliza uma lista de centros de exames gratuitos, e anônimos, nos dois países.

AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
O que é AIDS
É uma doença grave que ainda não tem cura e que ataca o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos ou linfócitos T CD4+, a infecção dá-se pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico, destruindo assim os glóbulos brancos que são responsáveis pela defesa do organismo, com a diminuição da capacidade do sistema imunológico abre-se margem para infecções causadas por micro-organismos que geralmente não são capazes de desencadear graves males em pessoas com sistema imune normal.
Transmissão e contágio
NÃO se pega AIDS beijando no rosto, picadas de inseto, abraçando, estar no mesmo espaço físico ou na mesma água (piscinas) ou tocando na pessoa contaminada, só se pega AIDS se houver contato com:
Leite Materno
Sexo sem proteção (oral, vaginal, anal)
Transfusão de Sangue
Compartilhamento de agulhas, ou outros instrumentos que furam, ou cortam
Mãe infectada e que não faz o pré-natal corretamente

Sinais e sintomas
Febre
Vômitos
Emagrecimento excessivo e sem causa
Diarreia
Dores de cabeça
Cansaço e mal estar
Inchaço nos gânglios linfáticos 

Tratamento
O tratamento é feito através de um coquetel tomado todos os dias por toda a vida (terapia Antirretroviral). No Brasil, estes medicamentos são fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e o seu objetivo é fortalecer o sistema imune do portador e HIV+ a fim de não haver contaminação de micro-organismos no sistema, além de tratamento psicológico, nutricional e dentário.

                            GazetadeBeirute
CLAUDINHA RAHME E YASMEEN CHEHAYEB AZZIZ

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