PROTESTOS CONTRA A LEI ANTIFUMO


“PROTESTOS CONTRA A LEI ANTIFUMO”
Foto: The Daily Star.

Restaurantes prometeram que não vão cumprir a proibição de fumar em lugares públicos e fechados, até que sejam introduzidas alterações à lei, que entrou em rigor em setembro. Centenas de proprietários e funcionários protestaram em Beirute, bloqueando ruas de Sodeco e Ashrafieh na ultima quarta-feira.
O setor de saúde vê a Lei 174 como necessária, mas proprietários e funcionários de restaurantes e hotéis alegam que a lei está atrapalhando a indústria da hospitalidade, e que houve uma queda significativa de clientes em restaurantes e estabelecimentos hoteleiros. De acordo com o Sindicato de Restaurantes e Hotéis, 12% dos estabelecimentos, que vivem de atividades relacionadas ao tabagismo, sentem-se prejudicados, e à beira da falência. Outros 88%, que não se baseiam em atividades voltadas ao tabagismo, sentem-se felizes com a lei. O chefe da Câmara de Comércio de Beirute, Mohammad Choukair, estima que 200 restaurantes saíram do negócio desde o início de 2012, enquanto Paul Ariss, chefe da Associação de Proprietários de Restaurantes, diz que as receitas do setor caíram em pelo menos 60% desde que a lei entrou em vigor.
Pierre Achkar, presidente da Associação dos Proprietários de Hotéis, afirma que houve uma queda de 70% no setor hoteleiro durante o mesmo período, e advertiu que se a situação persistir, o setor do turismo entrará totalmente em colapso. Os criadores da Lei 174, afirmam que esses medos são infundados. "Esta é uma medida de saúde pública, se há uma perda para o turismo, é por causa de outras coisas que estão acontecendo" disse Rima Nakkash, professora assistente na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Americana de Beirute. 
Ela diz que a pressão do Sindicato dos Restaurantes começou poucos dias depois da proibição, e que os números que eles citam é resultado de um estudo realizado pela ‘Ernst & Young’, que utilizou uma abordagem falha, que perguntava aos empresários quanto dinheiro eles achavam que iriam perder ao invés de mostrar os lucros esperados. Nakkash rejeita a ideia de que fumar faça parte da cultura libanesa (mesmo o arguile, que têm muito mais toxinas do que os cigarros comuns), e que a proibição tem o intuito de mudar os hábitos das pessoas. Ela reconhece que alguns estabelecimentos estão sofrendo com a proibição, e sugeriu ao Sindicato dos Restaurantes que os ajudem.
Estudos têm mostrado que nos países onde há a proibição total do tabaco, os lucros no setor hoteleiro, têm aumentado ao longo do tempo. A Turquia, berço do arguile, aprovou a Lei Anti Fumo em 2008, e já viu aumento de 5% nos lucros. Em dois anos, o país viu uma queda de 20% nas salas de emergência de doenças relacionadas ao fumo, e isso gerou uma economia de US $ 1,9 milhões em despesas médicas, de acordo com a Istambul Medical Center.

GazetadeBeirute
CLAUDINHA RAHME

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