SALVE O PATRIMÔNIO DE BEIRUTE!


      Foto: LebanonMatters

Foi organizado recentemente pela Associação Econômica Libanesa, no Crowne Plaza Hotel, em Hamra, um painel de discussão entre Arquitetos, urbanistas e economistas na tentativa de encontrar uma possível solução em prol da extrema necessidade de preservação do patrimônio urbano do Líbano, e levá-lo a um plano de lugar mais sustentável e habitável.

 O propósito do grupo é o de preservar os velhos edifícios e bairros, e trazer de volta mais espaços verdes, além de conscientizar e educar a sociedade sobre a importância do patrimônio urbano e seus benefícios em longo prazo, na economia e história do país. "Se a sociedade não se apropria do seu patrimônio, o patrimônio morre", disse Georges Zouein, economista e fundador de uma organização que gere patrimônio cultural em diversos países, a GAIA Heritage S.A.L.

É fato que os valores dos imóveis continuam subindo absurdamente à preços além do que as pessoas possam pagar, e as novas e modernas construções verticais estão ofuscando as velhas estruturas tradicionais. Vários líderes de setores públicos e privados estão lutando para encontrar formas viáveis de revitalizar o patrimônio cultural e ambiental das cidades libanesas. Beirute, outrora conhecida como a Paris do Oriente, com seus belos edifícios e cafés ao ar livre, já não dispõe de uma estrutura, e do espírito, que se assemelham aos da capital francesa. Mas acredita-se que ainda dá tempo de aprender algo com Paris.

Uma das sugestões debatidas na reunião foi a de que a prefeitura de Beirute, que tem milhões para serem empreendidos nisso, começasse a comprar os edifícios antigos, patrimônio do país, e os revendesse a quem interessasse futuramente com a condição de que eles permanecessem intactos. Dessa forma, os edifícios passariam por manutenções e restauro necessário, mas manteriam o charme do passado e assim preservariam o patrimônio. Não apenas edifícios antigos, mas em determinados lugares, bairros inteiros precisam de um abrangente plano de preservação do patrimônio. Construir edifícios modernos, o chamado arranha céu, entre um edifício ou casa antiga, não resolve a questão, deve-se levar em conta toda a arquitetura do bairro, da rua, e manter esse patrimônio intacto para a posteridade, e também para a preservação da História do país.

Na verdade, o consenso geral parece ser que a política libanesa no histórico de negociações a longo prazo, para lucros a curto prazo, vem corrompendo rapidamente com a oportunidade do pais de preservar o que restou de sua estrutura original....



Gazeta de Beirute

CLAUDINHA RAHME

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