CASO MYRIAM ASHQAR PENA DE MORTE


Fathi al Jaber Salatin, o assassino confesso da jovem Myriam Al Ashqar, foi condenado à morte, na última sexta-feira (14), pelo Tribunal Penal do Monte Líbano, liderado pelo Juiz Faisal Haidar, que emitiu a sentença pelos crimes de assassinato premeditado, e tentativa de estupro contra Myriam, morta em 22 de Novembro de 2011, em Sahel Alma, região de Jounieh.  

O assassino de origem síria, da província de Hama, trabalhava como zelador do Mosteiro Baqloush de Nossa Senhora da Anunciação, em Sahel Alma, aonde a jovem costumava ir rezar.

A jovem de 28 anos havia saído na manhã de terça-feira (22/11) para ir até a igreja rezar e pedir por uma oportunidade de emprego, quando foi abordada pelo zelador que tentou estuprá-la. Ela foi brutalmente assassinada, enquanto lutava com o sírio, para impedi-lo de estuprá-la.

Salatin a esfaqueou o que fez com que ela caísse no chão. Ainda viva, foi arrastada por uma longa distância por Salatin, que cortou sua garganta, roubou seus pertences e jogou seu corpo em uma colina.

Quando ela não retornou para casa, sua família, juntamente com as tropas do exército e das forças de segurança, em colaboração de moradores da região, sairam em sua buscar por toda a floresta das imediações, refazendo o percurso que ela costumava fazer, para ver se a encontravam.

Myriam foi encontrada morta dentro de um saco branco, num local de difícil acesso, suas roupas encharcadas de sangue foram enterradas no chão próximo ao quarto do assassino, que ainda guardou alguns pertences pessoais da jovem em seu quarto, o que fez com que as equipes de busca intensificassem os esforços para encontrar seu corpo.

Um teste de DNA de duas amostras de sangue coletadas na cena do crime comprovou que o sangue da vítima e as manchas de sangue na calça do zelador correspondiam. Salatin confessou o crime no momento da detenção.

O crime chocou todo o país dada a brutalidade do assassinato e o fato de que isso aconteceu em um mosteiro. 

A pena de morte no Líbano, um país de governo cristão e muçulmano, é aplicada em casos específicos.


CLAUDINHA RAHME-CHADIA KOBEISSI
Edição Claudio Cavalcante Junior

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2 comments:

  1. Eles podiam explodir uma bomba no país integralmente em oferenda à Allá, ninguém lá serve nem pra pensar em tamanha prova de amor ao Deus deles.

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  2. Seu comentario esta errado, primeiro, allah nao e um deus dos muculmanos, allah e o deus de todos, na lingua arabe, ou seja ate os cristaos arabes quando falam de deus, falam allah, pois e a lingua...srsr em ingles e god, em portugues deus, em arabe allah...

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