CRISE EM VÁRIOS SETORES



Há algumas semanas antes do natal e Ano Novo, e as reservas em hotéis na maioria dos hotéis da capital libanesa, estão lentas. Os hotéis em Beirute estão operando com bem devagar neste mês, aproximadamente 30%, em comparação com anos anteriores, o que não deveria acontecer nesta época do ano. 

"Não temos confirmado muitas reservas, apenas reservas feitas de última hora, mas sem nenhuma garantia", disse um funcionário do Markazia Monroe Suítes.

 O funcionário diz ainda que o hotel não tem recebido muitos turistas, e que a maioria de seus clientes são pessoas em viagens de negócios que chegam para ficar por algumas noites apenas. O Movenpick, um dos principais hotéis cinco estrelas de Beirute, disse que as reservas também caíram em relação ao ano passado, mas não quis fornecer dados mais detalhados.  

A maioria das reservas está sendo feita de última hora, embora alguns hotéis dizem estar operando normalmente, em torno de 60%. No entanto, alguns hotéis esperam uma procura maior por reservas, na última semana de Dezembro.  

No Beverly Residence, um hotel com 45 quartos em Hamra, a situação está longe de ser a ideal. "Nós não recebemos quaisquer reservas para os feriados. Aqueles que têm feito reservas são hóspedes em viagens de tratamento, porque o hotel é próximo ao Hospital Universitário Americano", disse um funcionário da reserva. 

Dos 46 quartos, mais de 10 estão ocupados. No passado, o mês de dezembro foi um dos mais agitados períodos do ano. No Beirute Golden Plaza Hotel, um oficial disse que as reservas estão muito baixas para esta temporada do ano, acrescentando que apenas 30 a 40 % dos quartos estão ocupados. 

Alguns hotéis demitiram metade de seus funcionários e fecharam andares inteiros para cortar despesas. Há uma preocupação crescente de que alguns investidores árabes podem vender hotéis que eles construíram em Beirute, se a situação não melhorar no futuro previsível. O setor do turismo no Líbano sofreu uma queda em 2012, depois do alerta do Conselho dos Estados do Golfo, proibindo seus cidadãos de visitar o país.

Sem mencionar o conflito sírio, que fez as rotas terrestres para o Líbano inacessíveis para turistas da Jordânia, resultando numa queda de 16 % no número de turistas que vêm de lá, nos primeiros 10 meses do ano. Essa queda ultrapassou 45 %, em comparação com os primeiros 10 meses de 2010. 

Apesar da situação, o ministro do Turismo Fadi Abboud, se sente otimista, e diz que a maioria dos voos para Beirute durante o Natal e Ano Novo já estão confirmados, e que a situação no Egito, Chipre e Grécia não é melhor que a do Líbano, afirmando ainda, que devemos continuar pensando positivo para passar por essa fase difícil.

Mas não apenas o setor do turismo vem sofrendo uma queda, o setor imobiliário também. Apenas 20 % dos apartamentos em Beirute estão atualmente ocupados, enquanto os de outras regiões estão quase vazios. 
O Chefe da Associação de Apartamentos Mobiliados do Líbano, Ziad al-Laban, disse na última segunda-feira (10), que esperava que esse quadro mudasse durante as festas de fim de ano, mas observou que as reservas até o momento, são quase inexistentes. Laban atribuiu a queda acentuada no negócio para a turbulência regional, e à relutância dos árabes de países vizinhos, de visitar o Líbano nesse momento.

 "O impasse político no Líbano é outra razão por trás da queda no volume de negócios. Todas as estações de TV do ar mostram imagens negativas do país e os turistas naturalmente não vão se arriscar de vir aqui", disse ele. 
 Laban acrescentou que turistas e visitantes normalmente reservam dois ou três meses antes das festas de fim de ano, e acredita que a situação vai mudar nos próximos dias, porque apesar da imagem negativa que alguns gostariam de desenhar, o Líbano tem muitas atrações turísticas, além dos bons tratamentos médicos, citando que antes da turbulência na Síria, muitos cidadãos sírios costumavam passar dois a três dias em apartamentos mobiliados em Beirute, antes de partir para outros países.

O Aeroporto Internacional Rafik Hariri também sofreu uma queda de 12% no número de passageiros em novembro, em comparação a novembro de 2011, caindo de 5.464.654 para 5.208.179. O número de jatos privados também sofreu uma queda de mais de 45% em novembro, e o tráfego aéreo caiu 24%, embora o volume no tráfego aéreo tenha dado um salto de 5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Houve aumento apenas no tráfego de cargas, que subiu 17%, e no transporte de correio, que subiu 14%.

GazetadeBeirute
CLAUDINHA RAHME

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