NASRALLAH PROMETE ATACAR ISRAEL SE O LÍBANO FOR ATACADO

Foto: Naharnet-
O líder do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, advertiu Israel de que milhares de foguetes choveriam em Tel Aviv e em outras cidades, se Israel atacasse o Líbano, em um discurso televisionado em comemoração a Ashura, o dia em que o neto do Profeta Muhammad, Imam Hussein foi matirizado na batalha de 13 séculos atrás, no ultimo domingo (25). 
O discurso se deu depois de quatro dias que um pedido mediador do Egito de cessar fogo, colocou fim a oito dias de combates ferozes entre militantes de Israel e do Hamas em Gaza, onde as facções palestinas atiraram mísseis que atingiram Tel Aviv e Jerusalém, matando 166 israelenses. 
"Israel, foi abalada por um punhado de foguetes Fajr-5 durante oito dias - como seria lidar com milhares de foguetes que cairiam em Tel Aviv e outras cidades se ele atacassem o Líbano?", disse Nasrallah, tirando aplausos de milhares de partidários do Hezbollah reunidos em Al-Raya Stadium, em subúrbios ao sul de Beirute, entre eles mulheres e crianças.  
Os foguetes Fajr-5, com alcance de 75 km são um dos foguetes mais potentes e de maior alcance que existem, e foram os mesmos disparados de Gaza.
Nasrallah, reiterou a disposição do Hezbollah de assistir uma nova sessão de Diálogo Nacional que o presidente Michel Sleiman vem tentando convocar, em uma tentativa de resolver a crise política (provocada pelo assassinato do chefe de inteligência da policia, general Wissam al-Hasan), no entanto, os deputados do bloco Futuro rebateu, dizendo que seu discurso não tinha nada de novo sobre o Diálogo Nacional, e se recusaram a assistir qualquer sessão de Diálogo com o Hezbollah. 
"Estamos prontos para responder ao convite do Presidente Sleiman para o Diálogo Nacional em 29 de novembro, mas rejeitamos as condições por qualquer pessoa com relação ao diálogo e aqueles que estão sendo pomposo para conosco sobre este assunto", disse Nasrallah. E acrescentou que seu partido queria impedir qualquer conflito entre sunitas e xiitas no Líbano após a tensão sectária alimentada pelo conflito na Síria, e que o seu partido não considera o 14 de março como inimigo, mas como adversários políticos.
"Nós não vemos qualquer partido libanês como um inimigo, mas um rival... nosso único inimigo é Israel", disse Nasrallah, acrescentando que seu partido estava interessado na preservação da paz civil no país. 
Atef Majdalani pediu ao Hezbollah para colocar as suas armas de lado e sentar-se igualmente com o partido14 de Março na mesa de diálogo, alegando que o diálogo não é possível entre pessoas fortemente armadas e pessoas desarmadas.  Mas 14 de março também possui armamentos.
 ”Estamos prontos para o diálogo, mas em condição de igualdade, e que eles coloquem os braços sob a custódia do Estado libanês". Disse Atef Majdalani.


CLAUDINHA RAHME
GazetadeBeirute
02/12/2012

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