PRIMEIRO MINISTRO SIRIO SE RECUPERA EM HOSPITAL LIBANES

 Foto: lmp.com-
Mohammad Shaar, Ministro do Interior da Síria foi transferido na sexta-feira (21), da UTI para a enfermaria do Medical Center da Universidade Americana de Beirute, e passa bem, sua condição é estável e ele está consciente, segundo relatório médico. Shaar foi ferido no último dia 12, em um ataque contra o Ministério do Interior em Damasco, reivindicado pelo grupo Nursra pela Frente jihadista, que matou cinco pessoas. Ele sofreu um ferimento grave no ombro com queimaduras de primeiro e segundo grau, e ferimentos causados por estilhaços nas costas e pés. 

Esta é a segunda vez em cinco meses que Shaar se fere, ele foi atingido em 18 de Julho, no atentado que matou quatro seguranças do presidente Bashar Assad. Alguns dias depois da explosão, o ministro de 62 anos, com um braço numa tipoia disse que o assassinato havia endurecido a determinação das autoridades em esmagar a revolta contra Assad.


O Encontro Nacional Islâmico em Tripoli, composto por um grupo de diversos seguidores, incluindo apoiadores do 14 de março, e do bloco Futuro, bem como figuras independentes islâmicas, repudiou a atitude do governo libanês de permitir a entrada de Shaar no país para receber tratamento médico. O grupo, que atrai muitos adeptos de Bab al-Tabbaneh, culpou Shaar pelo massacre de 1986 na região, que custou a vida de centenas de mártires. “Após o tratamento, Shaar deve ser entregue à justiça internacional para o julgamento, porque ele é um criminoso de guerra e já matou milhares de sírios," disse Jamal Jarrah do bloco Futuro.


As famílias dos combatentes libaneses que foram mortos pelo exército sírio fizeram um protesto na entrada norte de Trípoli, onde eles bloquearam a estrada internacional que conduz a Síria. Sheikh Mohammad Ibrahim, representando as famílias, repetiu o apelo feito pelos legisladores. "Fazemos um apelo para a detenção do ministro do Interior do regime sírio, que foi responsável pelo massacre de Bab al-Tabbaneh, em vez de fazer todos os esforços para transportá-lo para ser tratado aqui". 

Em um comunicado após reunião em Trípoli, Mohammad Kabbara disse: "Receber Shaar no Líbano confirma que o governo, que tem reivindicado uma política de desassociarão na Síria, está completamente envolvido em submissão, colaboração e subserviência ao regime sírio".  

A declaração pedia também ao governo libanês: “Mantenha Shaar em guarda judicial para submetê-lo depois ao tribunal competente, por acusações de massacres cometidos contra a humanidade em Trípoli, e assassinatos realizados pelo regime, e suas ferramentas". 

GazetadeBeirute
CLAUDINHA RAHME
24-12-2012
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