PROTESTOS PELA PALESTINA E NOMEAÇÃO DO ESTADO NA ONU


Um protesto foi realizado na quarta-feira (28), por grupo de 70 ativistas em frente à sede da ONU, no centro de Beirute, pedindo que Israel seja julgado por crimes de guerra. O protesto aconteceu um dia antes do Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestino, e os manifestantes levantaram bandeiras da Palestina, do Líbano e da Frente Democrática para a Libertação da Palestina, pedindo o julgamento dos Sionistas, por seus crimes de guerra contra os palestinos. Os manifestantes também entregaram um memorando ao secretário-geral Ban Ki Lua, que pedia que Israel fosse levado à justiça por crime contra os palestinos. "Por mais de seis décadas de ocupação israelense em terras palestinas, as resoluções internacionais ainda são incapazes de tomar medidas reais para impedir o assassinato em grande escala de palestinos por Israel. Pedimos à ONU para punir os criminosos de guerra israelenses por cometer crimes contra a humanidade e pôr fim a todos os tipos de violações israelenses contra a Palestina". Os ativistas também expressaram a esperança de que a Palestina tivesse apoio internacional o suficiente para melhorar seu status na ONU, e fosse nomeada a Estado não membro observador. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, apresentou o pedido à Assembléia Geral da ONU.
Com ampla maioria, a Assembleia Geral da ONU elevou nesta quinta-feira (29) o status da Palestina a Estado observador não membro, semelhante ao do Vaticano. A decisão não dá direito a voto, mas é um reconhecimento implícito da existência de um Estado soberano da Palestina. O novo status, aprovado com 138 votos a favor, 9 contra e 41 abstenções, vai permitir à Palestina solicitar entrada em diversos organismos e entidades internacionais, como as várias agências da ONU e o Tribunal Penal Internacional. A decisão ocorreu numa data simbólica: em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou a resolução 181, que dividia a Palestina histórica, até então dominada pelos britânicos, em dois Estados: um árabe e um judeu. Os países árabes rejeitaram a divisão e, depois de violentos confrontos, apenas Israel foi reconhecido como Estado, seis meses mais tarde. Em seu discurso perante a Assembleia Geral, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse que a votação era "a última chance de salvar a solução de dois Estados". Abbas também pediu à Assembleia Geral que emitisse a certidão de nascimento de um Estado palestino. Ele havia escolhido propositalmente a data da votação devido à simbologia histórica. 


CLAUDINHA RAHME
GazetadeBeirute
02/12/2012

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