UNIFIL aumenta segurança em Tiro


Foto: Daily Star
Na última semana, familiares dos 11 peregrinos libaneses que foram raptados em Maio de 2011 em Aleppo na Síria, quando estavam voltando da Turquia, ameaçaram atentar contra os turcos na tentativa de pressionar o governo de Ancara a intervir na libertação de seus entes. 

Os peregrinos libaneses voltavam de uma peregrinação a locais sagrados xiitas no Irã, quando foram sequestrados, e até hoje somente dois dos 11 reféns foram liberados.

O presidente Michel Sleiman, e outras autoridades libanesas, pediram ao governo da Turquia para ajudar nas negociações de liberação dos reféns, mas o governo turco alega não ter culpa nesse caso, e não pode tomar partido nas negociações. 

Em resposta às ameaças feitas pelos familiares dos peregrinos, a Embaixada da Turquia no Líbano alertou os cidadãos turcos a evitar viagens para o Líbano, e as tropas turcas da UNIFIL instalaram câmeras de vigilância extras, além de instalarem barreiras de arame farpado em frente à sede de seu contingente em Tiro, e estão evitando sair da base, como medida de segurança.

De acordo com a Resolução 1701, de colocar fim às hostilidades entre Líbano e Israel durante a guerra de 2006, a UNIFIL enviou tropas ao longo da fronteira com o Líbano para ajudar nas tarefas da missão de paz no país, e qualquer ação contra o contingente turco seria considerado um ataque à UNIFIL, que é subordinada da ONU e do Conselho de Segurança, visto que as tropas turcas têm respeitado as diretivas da ONU, e não as diretivas das autoridades turcas. 

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
30-12-2012
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