Libaneses estão reflorestando o país


Foto: Daily Star-
O Monte Makmel, no norte do Líbano, há cem anos era coberto de vinhas, que morreram devido a contínua migração rural-urbana, deixando-o desnudo. Ainata, a aldeia ao lado, é umda das mais altas do páis, a 1.620m acima do nível do mar, duranta o inverno, ela fica coberta por uma espessa camada de neve, mas abaixo do manto de neve, já existem 25 mil mudas de cedros, carvalhos, amêndoas silvestres e selvagens, que foram plantadas no ano passado. 

Em 1980 a cobertura florestal do país era de 30% e atualmente o país possui apenas 13% de cobertura florestal.

Quando elas chegarem a idade adulta, em meados de 2020, elas darão uma nova vida à paisagem serrana, auxiliando no projeto do governo de reflorestar em 20% a floresta nacional. 

O reflorestamento do Líbano não apenas melhora a paisagem, mas honra o patrimônio, e reduz os efeitos perigosos das mudanças climáticas.

A Iniciativa de Reflorestamento do Líbano (LRI), é a ONG que tem trabalhado nos últimos 4 anos para o reflorestamento do país, e na prevenção de incêndios florestais, em parceria com outras ONGs locais e financiada pela USAID, que doou US$12 milhões para o programa de reflorestamento. 

Esta semana, Fawzi Rahme, prefeito de Ainata, agradeceu os EUA e o povo americano pela ajuda que tornou o projeto possível, dizendo que muitas pessoas sonham em ver a montanha verde novamente. 

Os trabalhadores envolvidos também se sentem orgulhosos pelo trabalho realizado, que começou com apenas 15 trabalhadores, e agora conta com 25 pessoas na equipe, criando um envolvimento maior entre a comunidade local, laços entre as diferentes áreas, além de geração de emprego. 

O Diretor do Projeto da LRI, Richard Paton, também agradeceu o prefeito de Ainata pelo seu compromisso com o projeto e disse que o sucesso do programa depende do apoio da comunidade, e o senso de comunidade em Ainata tem sido muito intenso. 

Segundo ele, o objetivo da LRI não é apenas reflorestar e proteger a terra, mas também vincular diferentes comunidades lado a lado, e citou o trabalho de plantio realizado no ano passado em Kfar Zabad e Anjar, no Bekaa, e o acordo entre os prefeitos de Ainata e Mekne, para trabalharem juntos, independente de suas diferenças religiosas. 

Ainata, onde a população é cristã, é montanhosa e usada para neve e chuva, e Mekne, onde a população é xiita, é plana, seca e árida, mas as duas prefeituras juntas plantaram diversas mudas de pinheiros silvestres, e de carvalhos.

O projeto surgiu num momento crucial, onde muitas famílias perderam o rendimento através da cultivação das plantações de maçãs para o seu principal mercado, a Síria, segundo John Paul Hawa do Centro para a Democracia Desenvolvimento e Governança, uma ONG parceira da LRI. 

A LRI tem utilizado técnicas de plantio, do Serviço Florestal dos EUA, para o cultivo das mudas em 9 berçários de mudas do país, e na região de Koroun em Deir AL Amar, o berçário das mudas tem obtido muito sucesso, transformando o viveiro do proprietário Georges Fakhry, numa cooperativa que lhe permite comprar a granel e compartilhar equipamentos. 

Em Ainata a temporada de plantio de 2011, contou com o trabalho árduo de diversos jovens moradores (homens e mulheres entre 18 a 27 anos) em 25 locais da colina íngreme, para o plantio de aproximadamente 40 a 50 mudas por dia. 


CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute

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