Lixão de Sídon finalmente será fechado


O infame lixão de Sídon deixará de funcionar a partir de Março, em seu lugar, uma estação de tratamento de resíduos, que será um exemplo único para o país, para a forma correta de tratar resíduos sólidos, já começou a funcionar em plena capacidade em Sinniq, processando 175 toneladas de lixo por dia, de Sídon e distritos de Zahrani, segundo Fouad Siniora, Chefe do bloco Futuro. 

Os diques recém-construídos criam uma barreira entre os resíduos, e o aterro que desmorona a cada inverno, enviando todo o lixo para o mar, e praias da cidade, está com os dias contados. 
Todas as seções da planta, incluindo o setor de produção de energia que irá utilizar o gás e produzir composto orgânico, serão inauguradas também em Março. 

O lixão, que ocupa 60.000 metros quadrados de área, e deveria conter cerca de 2 milhões de metros cúbicos de resíduos, recebe até 300 toneladas de resíduos sólidos por dia, e emite gases nocivos, segundo especialistas em meio ambiente. 

O lixão já pegou fogo várias vezes, e o último incêndio (em setembro de 2012) durou dois dias, deu muito trabalho aos bombeiros, além de cobrir toda a cidade com uma camada de fumaça, levando a Prefeitura de Sídon a lançar o projeto de fechá-lo definitivamente.

O Projeto de Desenvolvimento da ONU está supervisionando a revisão geral do convênio entre a Prefeitura de Sídon e o Ministério do Meio Ambiente, para a desativação do lixão, que está previsto para ser transformado em um parque, que é a terceira e última etapa de plano, inclusive com a construção de um quebra mar. 

As primeiras fases do novo porto comercial em Abu Rouh, levarão 3 anos para ser completadas, e inclui um cais de 150 m, que se estende até ao mar, e contará ainda, uma área designada ao turismo há 300 m do cais.

Siniora disse que gostaria que o progresso de Sídon, atingisse outras esferas, como as educacionais e sociais, e que um museu também fosse construído na cidade, mas que um grande esforço para aumentar o apoio financeiro para tudo isso, será necessário, e concluiu:

 "Duas semanas atrás nós inspecionamos um centro construído para combater a dependência de drogas em Sídon, e esperamos que haja progressos neste projeto também, e que isso também se torne um modelo entre os poucos centros no Líbano que combatem este fenômeno”.


CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute

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