Ocorrências Policiais em Sídon e Roumieh


Fotos: Daily Star 
Na manhã do segundo dia do ano, uma bomba sem detonador foi encontrada em Ain al-Hilweh, no campo dos refugiados palestinos em Sidon.  

O dispositivo de 250gr, feito de pó usado para fogos de artifício e uma folha de metal e ligados por 2 fios, foi descoberto por moradores em um estacionamento na rua inferior a Ain al-Hilweh, e entregue ao exército para ser feita perícia.

Ainda em Sidon, o jovem palestino identificado como Samir Ibrahim Al-Sayess, que morava na antiga zona da cidade,  foi preso por matar na véspera de Natal, um senhora de 90 anos em seu apartamento. 

A polícia o prendeu cinco dias após sua confissão pelo assassinato de Badriyya AL-Sinn. O palestino disse ter enterrado perto de um hospital em Kfar Falous, a leste de Sidon, as pulseiras, que ele arrancou do braço da idosa. Badriyya foi encontrada morta pelo filho de 55 anos, Nabil Al-Masri, no chão da cozinha, com as mãos amarradas para trás. 

Segundo Nabil, ela foi abordada e morta, enquanto ele se ausentou por 1h para ir comprar alguns mantimentos, e acredita que ela foi golpeada na cabeça, levando-a a óbito.

Segundo informações da polícia, o palestino confessou ter participado da morte de Hayat AL-Masrj, parente de Badriyya, no subúrbio de Mouawad, em Beirute, há três meses, juntamente com a libanesa H.H, filha da vítima. 

Um prefeito Sidon, primo da vítima, comentou que o assassino esteve entre os familiares para oferecer condolências, e que ficou se tornou suspeito, depois de ter confessado ter estado com a vitima pouco antes do assassinato, pedindo cola para colar seu sapato. 

Quando lhe perguntaram sobre as pulseiras da idosa, ele prontamente disse a quantidade exata de pulseiras que ela usava na noite do crime.

Enquanto isso em Roumieh, por volta de 18hs da tarde do primeiro dia do ano, diveros prisioneiros do bloco B do complexo penitenciário de Roumieh, a maior prisão do Líbano, iniciaram uma rebelião ateando fogo em seus colchões. 

A policia conteve o motim depois de 2h de negociações, e não houve mortos ou feridos. O Ministro do Interior, Marwan Cahrbel, disse que o motim foi provocado pelo protesto contra o número de detentos islâmicos na prisão, e que frequentemente os presos islâmicos têm realizado motins ou tentativas de fugas no complexo.

O Procurador do Ministério Público Hatem Madi,  disse no último sábado (29/12), que os julgamentos de dezenas de suspeitos do Fatah al-Islam começará em fevereiro, e que os julgamentos estão atrasados, devido à conclusão do Tribunal de Roumieh. 


Madi disse ainda que existem 480 pessoas suspeitas no envolvimento da batalha de 2007, com o Exército libanês no campo de refugiados palestinos do norte de Nahr al-Bared, e que desses 480, cerca de 200 aguardam julgamento em Roumieh, uns ainda estão sendo procurados pela justiça, e outros já morreram  tentando fugir da prisão.


GazetadeBeirute

CLAUDINHA RAHME

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