Tiroteios em Sídon assustam moradores


Foto: Daily Star
Dois homens que fugiram depois de serem feridos em um tiroteio na noite de quinta-feira (3) entre o Hezbollah e a Organização popular Nasserista foram presos na sexta-feira (4) em Sidon. 

O Movimento Futuro e Al-Jamaa al Islamiya pediram  as autoridades proteção para a cidade de Sidon. As prisões foram feitas, durante perseguição do exército libanês, em conjunto com a polícia, nas ruas de Sidon, após o tiroteio que matou Mohammad Dirar, um dos membros da resistência. Mahmoud Bazazo do Hezbollah, e Ahmad Raja Masrieh da Organização Popilar Nasserista, foram identificados como suspeitos e foram detidos. 


Outros dois homens foram feridos na troca pesada de tiros de metralhadoras nas ruas da cidade, e ainda estão sendo procurados.

As forças de segurança encontraram na quinta-feira (3), um carro carregado com várias armas, de acordo com testemunhas, os ocupantes do carro, estacionaram o veículo e fugiram do local.  

Investigadores estiveram na cena do crime, documentando a ocorrência, coletando cápsulas e examinando os carros danificados durante o tiroteio, que começou no inicio do fim da tarde da quinta-feira (3). 


Dez veículos foram danificados pelas balas e três sofreram danos maiores. 
Alguns lojistas e moradores tiveram que se deitar no chão para se proteger das balas que perfuraram paredes de seus estabelecimentos e residências, mas não houve feridos. Husam Idawi, de 9 anos de idade, disse ter se escondido debaixo da cama para se proteger de balas perdidas.

Os grupos de resistência recrutaram membros de grupos políticos aliados ao Hezbollah em Sidon, o que vem gerando tensão e conflitos entre o Hezbollah e a organização Popular Nasserista. 


Na véspera de Ano Novo os dois grupos tiveram um incidente semelhante, mas sem deixar feridos, e isso vem causando muita apreensão e preocupação nos moradores de Sidon, que nunca sabem quando novo round de tiroteios voltará a acontecer, e temem por suas vidas.


Em um comunicado publicado na sexta-feira (4), o Movimento Futuro, acusou o Hezbollah de estar por trás do tiroteio de quinta-feira, e disse: "O Hezbollah quer esmagar a segurança de Sidon e sua força de vontade, criando tensões através de recrutamento de aliados espalhados, transformando-os em ferramentas para implantar o seu projeto de controlar a cidade e mantê-la numa arena tensa". 


A declaração emitida pelo escritório do Movimento de Sidon e Sul do Líbano, ainda pedia que o Exército libanês e as Forças de Segurança Interna colocassem um fim as armas ilegais em Sidon e golpeasse com punho de ferro todos os que tentarem desestabilizar segurança na cidade, e prenda os suspeitos pelo confronto de quinta-feira (3). 


Bassam Hammoud, chefe político da Al-Jamaa al-Islamiya em Sidon, advertiu que se o Exército, as Forças de Segurança, e o Sistema Judiciário, não tomarem a responsabilidade de proteger a cidade e seus moradores, que ele tomaria as providencias. "Diante da delicada situação política e de segurança que o Líbano e a região estão passando, temos apelado às autoridades constantemente, não devemos aceitar o que está acontecendo, e vamos convocar a população de 


Sidon para ir às ruas se não encontrarmos soluções sérias, reais e honestas que elimine o caos e o medo de conflitos”.


Mas o Líder da Organização popular Nasserista declarou no sábado(7), que esse conflito foi uma briga pessoal, e não teve ou terá algum conflito entre eles e o Hezbollah, “não apostem nisso”, disse.


A Organização Popular Nasserita faz parte da aliança 8 de março.


GazetadeBeirute

CLAUDINHA RAHME 

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