Arsal, crime e impunição


O Presidente Michel Sleiman aconselhou os moradores da cidade de Arsal no último sábado(23) a se manterem imparciais diante os conflitos sírios e a colaborarem com o Governo para que os suspeitos de matarem o Capitão Pierre Bashaalani, e o Sargento Ibrahim Zahraman possam ser entregues às autoridades competentes.

"Os moradores de Arsal devem ser imparciais com problemas que os cercam, principalmente relacionados a Síria", disse o presidente.

Sobre o acontecimento que matou membros do Exército: "Os suspeitos procurados devem ser entregues às autoridades competentes para ouvir o que eles têm a dizer, a fim de alcançar uma investigação clara e justa, por isso todos devem colaborar", acrescentou.

Outros partidos políticos e membros do Exército libanês, fizeram várias declarações sobre o caso do sargento e o capitão do exército que morreram em uma emboscada em Arsal, Vale do Bekaa na sexta-feira(15), quando a patrulha do Exército libanês foi atacada depois de participar de uma operação para prender o fugitivo Khaled Hmayyed, que foi morto durante a operação.

O Comandante do Exército Jean Kahwagi descreveu o crime como “totalmente injustificável”. "Nós não vamos ficar em silêncio ou mostrar clemência, nós só queremos nosso direito, pois não foi um grupo que foi atacado, foi o exercito em uma operação militar”, acrescentou.

O primeiro ministro Najib Mikati reafirmou seu apoio ao Exército e pediu a cooperação de todos.

 "Reiteramos nossa firme condenação do ocorrido e estamos com o Exército libanês durante essa provação dolorosa", disse Mikati.

O Ministro da Defesa, Fayez Ghosn, disse que há uma grande lista de suspeitos procurados em Arsal e o Gabinete deve fornecer a cobertura política necessária para o Exército tomar as medidas necessárias. 

Porém o Ministro dos Assuntos Sociais, Wael Abu Faour, respondeu que o Exército já contou com o apoio político necessário.

Todos os ministros expressaram solidariedade com o Exército, inclusive os moradores de Arsal.

Um comunicado dos residentes de Arsal condenou qualquer ataque contra o Exército, mas também criticou o que chamaram de "execução" de Hmayyed. No comunicado também constava que não havia nenhum mandado de prisão contra Khaled, e ele não tinha sido condenado a morte. 

Na opinião de muitos moradores de Arsal seu assassinato foi ilegal e desumano por esta razão eles também exigem uma investigação transparente sobre o incidente.

Mais de 30 pessoas foram acusadas de estarem envolvidas. Arsal é uma vila em sua maioria sunita, onde já ocorreram diversos problemas entre partidos pró e anti-Regime sírio. 

Este incidente provocou reações diferentes na região. Na última semana, enquanto alunos da Escola de Arsal e da vila de Fakiha distribuíram flores para soldados do Exército, dezenas de moradores locais se reuniram na praça principal de Arsal exigindo a remoção de um posto de controle na entrada da cidade. 

Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
23-02-2013
Share on Google Plus

About beirut lebanon

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comments:

Postar um comentário