Asteroide se afasta da Terra sem causar danos


O asteroide 2012 DA14 passou a mais curta distância já registrada da Terra às 17h24 (horário de Brasília) desta sexta-feira (8). Apesar de ter passando "raspando" - em termos astronômicos - pelo planeta, distante apenas e 28 mil km, o corpo celeste não provocou danos. Havia o temor de que o asteroide colidisse com algum satélite comercial, já que a trajetória foi tão próxima que ultrapassou a órbita geoestacionária, onde está localizada a maioria dos satélites artificiais de comunicações e de televisão. Se um asteroide com essa dimensão colidisse com o planeta, liberaria 2,5 megatons de energia e provocaria uma devastação regional, de acordo com a NASA. Conforme a agência espacial americana, asteroides desse tamanho passam assim tão perto da Terra a cada 40 anos e, em média, um deve atingir o planeta a cada 1,2 mil anos. 

A passagem do asteroide foi acompanhada de perto depois que um meteorito caiu na Rússia e deixou 950 feridos, causando pânico entre a população. No entanto, as agências espaciais europeias, e norte-americanas, descartaram qualquer relação entre o asteroide denominado 2012 DA14, e o meteorito chamado de "Bólido de Chelyabinsk". O Telescópio da Argentina capturou esta imagem do asteroide em um dos locais mais próximos de sua passagem pela Terra. A queda de meteoritos é um fenômeno que ocorre uma vez ao ano, mas normalmente passa despercebido porque costuma ocorrer no deserto ou em outras áreas não povoadas. 

O fato registrado hoje na região russa de Cheliabinsk, nos montes Urais, é o acidente de maiores consequências causado por um corpo celeste na Terra nos últimos anos. O asteroide 2012 DA14, como revela seu nome, foi descoberto no ano passado. Uma equipe do La Sagra Sky Survey, no Observatório Astronômico de Mallorca, na Espanha, identificou o bólido no dia 23 de fevereiro de 2012. A observação foi repassada ao Minor Planet Center, onde registros de todos os observatórios são guardados. Além do DA14, outros corpos passarão perto do planeta este ano.

O medo de que um cometa atinja novamente a Terra tem permeado o imaginário da população mundial há séculos. Esse fenômeno astronômico, porém, não é o único que pode afetar nosso planeta. Asteroides, meteoroides, meteoros e meteoritos são outros corpos celestes que podem se chocar com a Terra - o que não é tão raro de acontecer. Cerca de 40 mil toneladas de rochas espaciais descem ao mundo a cada ano, principalmente na forma de poeira e pequenos meteoritos. A última vez que um grande corpo celeste atingiu a Terra causando grande destruição foi em 1908, quando um asteroide com aproximadamente 50 metros de diâmetro explodiu no ar sobre a região de Tugunska, na Sibéria, destruindo uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados. 

A recente queda de meteorito sobre a região de Montes Urais, na Rússia, representou apenas uma fração de toda essa magnitude. Fenômenos assim ocorrem a cada década, mas costumam atingir áreas despovoadas. Não há registro de que alguma pessoa tenha sido morta devido à queda de meteoritos vindos do céu. Existem relatos de que um cachorro teria morrido em 1911 e de um garoto que foi atingido em Uganda em 1992, porém não ficou gravemente ferido. A maior parte da superfície terrestre não é habitada por humanos, então essas rochas espaciais tendem a cair sobre áreas desoladas ou nos oceanos.

          Qual a diferença entre meteoro, meteorito, asteroide e cometa?

ASTEROIDE: Corpo rochoso composto por minerais e metais que orbita no Sistema Solar. 

COMETA: Bola de poeira e gelo - embora também contenha rocha em sua composição - que se forma no Cinturão de Kuiper ou na Nuvem de Oort, regiões externas do Sistema Solar. Essas pedras de gelo são atraídas pela gravidade dos maiores planetas.

Normalmente, os asteroides ficam em órbitas bem definidas e estáveis, concentrados entre as órbitas de Marte e Júpiter. Essa região é conhecida como Cinturão de Asteroides. Com formato irregular, a maioria dos asteroides tem cerca de 1 km de diâmetro - mas alguns podem chegar a centenas de quilômetros. Asteroides de diversos tamanhos já atingiram a Terra. Há asteroides de tamanhos tão variados quanto 20 metros e 900 km de diâmetro. Estima-se que o asteroide que teria liquidado os dinossauros possuísse 10 km de diâmetro. Ao todo, a NASA classifica mais de 4,7 mil objetos próximos da Terra como "potencialmente perigosos". 

Nessa conta, entram todos os bólidos espaciais maiores do que 100 metros de diâmetro, suficientemente grandes para resistir à entrada na atmosfera terrestre e de órbita relativamente próxima à do nosso planeta. Os cometas também orbitam o Sol, mas têm órbitas muito maiores do que a dos asteroides, que são geralmente mais elípticas. Conforme os cometas se aproximam do Sol, a energia solar começa a evaporar o gelo, emitindo gases e poeira e, assim, criando a sua cauda característica. Alguns têm órbitas regulares, mas outros são vistos apenas uma vez. Um dos cometas mais famosos é o Halley. Ele foi identificado como cometa periódico em 1696 por Edmond Halley. Aproximadamente a cada 76 anos, o cometa Halley orbita em torno do Sol. Sua próxima aparição está prevista para 29 de julho de 2061. Nas teorias apocalípticas, os asteroides costumam ser apresentados como os responsáveis pelo fim do mundo - ou pelo menos da humanidade.

METEOROIDES: Pequenas pedras ou pedaços de metal que viajam pelo espaço. Os astrônomos os definem como corpos celestes que orbitam o Sol e têm menos de 10 metros. Rochas espaciais de tamanho maior - até mil quilômetros - ficam conhecidas como asteroides.

METEOROS: Flashes de luz que ocorrem quando um meteoroide queima e se desintegra na atmosfera da Terra, criando o que é popularmente conhecido como estrela cadente. 

METEORITOS: Os meteoritos são pedras que, diferentemente do meteoro, sobrevivem à entrada na atmosfera da Terra e chegam ao chão. Foi o que atingiu a Rússia no dia 15 de fevereiro de 2013.


THERESE MOURAD
Gazeta de Beirute
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