Bebê Morre na Porta do Hospital

Foto: Montagem (hdclebanon.com)

Moenim al-Mohammad, um bebê de 1 ano e 10 meses, morreu terça-feira (19), na porta do Hospital  Dar Al Chifae, em Abu Samra -Trípoli, depois de ter sido negado o tratamento à ele, porque seu pai não podia cobrir as despesas hospitalares. 

O bebê, da aldeia de Burj al-Arab - Akkar, e que apresentava um quadro de meningite, foi recusado em vários hospitais de Akkar e Trípoli, porque sua família só podia pagar parte do montante para que ele fosse atendido.

Após percorrer diversos hospitais em busca de atendimento, o pai do bebê voltou ao Hospital Al Chifae, garantindo que traria o dinheiro necessário, mas a criança morreu na porta do centro médico, sem receber atendimento.

O prefeito de Burj al-Arab, Aref Shkaydem, lamentou a falta de humanidade das administrações dos hospitais, e pediu ao Ministério da Saúde para investigar o caso e responsabilizar os hospitais que se recusaram a atender o bebê. 

O Ministro da Saúde, Ali Hasan Khalil, havia temporariamente parado de cobrir as despesas de pacientes sem convênio médico, ou com cobertura do Fundo de Segurança Social Nacional, no início da semana, devido a restrições orçamentais. Porém, após a liberação de recursos, pelo Ministério da Fazenda na terça-feira (19), o Ministro da Saúde comunicou os hospitais, que voltassem a admitir pacientes sem seguro novamente.

O Presidente Michel Sleiman, durante uma reunião do Conselho de Ministros no Palácio de Baabda, pediu ao Ministro da Saúde que acompanhasse o caso de Moemin, e Khalil ordenou uma investigação sobre a morte do bebê, e suspendeu o contrato com o hospital na quarta-feira (20), para acompanhar a investigação, a fim de tomar as devidas providências legais contra o hospital. 

Segundo Khalil, a atitude do Hospital Al Chifae violou os termos do contrato entre os hospitais e o Ministério da Saúde, e o hospital foi punido pelo Código Penal 567, porque de acordo com os relatórios apresentados pelos próprios médicos, o hospital se recusou a atender o bebê, sabendo que ele necessitava de atendimento medico, sob pretexto ilegal. Ainda na quarta-feira Khalil disse que os hospitais não tinham o direito de recusar qualquer paciente.

"Os cidadãos têm o direito de obter cuidados médicos e internação, e o que os hospitais oferecem é o direito dos cidadãos, em troca do que eles recebem do Estado, e ninguém tem o direito de negar-lhes isso", disse o Ministro da Saúde.

O Hospital Al Chifae, definitivamente NÃO cumpriu o que está descrito como a “Missão do Hospital”, em seu próprio site. 

Este deveria ser o lema de todos os médicos que fizeram o Juramento de Hipócrates, mas muitas vezes eles o transformam num juramento “hipócrita”... onde a caridade, infelizmente, é substituída pela ganância!



CLAUDINHA RAHME
GazetadeBeirute
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