FRAGATA CONSTITUIÇÃO CHEGA AO LÍBANO

Foi realizada, no dia 19 de fevereiro de 2013, na cidade de Beirute, no Líbano, a cerimônia de passagem do cargo de Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL). Pela terceira vez consecutiva um Almirante brasileiro assumiu o comando da FTM.

A solenidade aconteceu no cais do Porto de Beirute, ao lado da Fragata “Constituição”, da Marinha do Brasil, que é o Navio-Capitânia da FTM-UNIFIL.

Na ocasião, o Contra-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, que durante um ano esteve no comando da Força-Tarefa Marítima, passou o comando para o Contra-Almirante Joése de Andrade Bandeira Leandro.

Após a assunção, o Contra-Almirante Leandro falou de sua expectativa com a missão de paz. ”É um orgulho muito grande poder contribuir, com o nosso País, e ser um braço avançado do nosso poder naval aqui no Líbano. É um motivo de muito orgulho estar à frente do comando Força-Tarefa Marítima da UNIFIL”.

O Contra-Almirante Zamith, emocionado, despediu-se do comando da FTM com o sentimento de missão cumprida. 

“É difícil a despedida, porque foi um tempo muito bom. Tivemos grandes oportunidades de trazer para nosso convívio não só a comunidade brasileira, mas a comunidade libanesa, a comunidade portuguesa e a comunidade alemã. Todas conhecem a hospitalidade brasileira e gostam de conviver conosco. Foi uma satisfação o que nós vivemos aqui no Líbano”. O Almirante foi condecorado, ainda, com a medalha da UNIFIL.

O evento contou com a presença de autoridades militares e civis, dentre elas, a do Comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, Major General Paolo Serra, da Itália; do Embaixador do Brasil no Líbano, Affonso Emílio de Alencastro Massot; do Comandante da Marinha Libanesa, Almirante Joseph Ghadban; do Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld e do Subchefe de Operações do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Vice-Almirante Luiz Henrique Caroli, que foi o primeiro Almirante brasileiro a comandar a FTM-UNIFIL, no ano de 2011.

FTM-UNIFIL

Em 1978, a UNIFIL foi criada, pela Organização das Nações Unidas, com o objetivo de manter a estabilidade durante a retirada das tropas israelenses do território libanês, além de trabalhar na garantia da paz internacional. Atualmente, possui um contingente de aproximadamente 13.500 pessoas, entre militares e civis de mais de 30 países, dentre eles o Brasil. A FTM-UNIFIL, estabelecida em 2006, é a primeira Força-Tarefa Marítima, criada para integrar uma Missão de Manutenção de Paz da ONU.

Fragata União voltando do Libano para o Rio de Janeiro

Fragata Liberal voltando do Libano para o Rio de Janeiro 

Fragata Constituição saindo do Rio de Janeiro para ao Líbano


Helicóptero AH-11A Super Lynx da Fragata Constituição (F42)


Brasao da Fragata Constituiçao

A Fragata Constituição (F-42), é o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil e a terceira unidade da classe Niterói a ser construída pela Vosper Thornycroft Ltd., em Woolston, Hampshire, Inglaterra.Teve sua quilha batida, em 13 de março de 1974, sendo lançada e batizada em 15 de abril de 1976, e tendo como Madrinha a Sra. Stella de Oliveira Campos, esposa do Embaixador do Brasil na Inglaterra, Dr. Roberto de Oliveira Campos. Entre 31 de outubro e 15 de dezembro, realizou suas primeiras saídas para o mar a fim de realizar a provas de casco, maquinas e sistemas a cargo do estaleiro construtor e nessa ocasião, foram navegadas 3.175.5 milhas e feitos 14.5 dias de mar, iniciando em 10 de março as provas finais de aceitação. A Fragata Constituição foi incorporada em 31 de março de 1978, quando assumiu o primeiro comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Heitor Alves Barreira Júnior.
Foto do lançamento da Fragata Constituição em 15 de abril de 1976, na Inglaterra

Paralelo ao excelente trabalho da Marinha Brasileira em parceria com a UNIFIL no Libano, agora o Exercito Brasileiro está estudando a possibilidade de enviar soldados brasileiros para integrarem a equipe em terra da UNIFIL.

O governo brasileiro está analisando o envio de militares do Exército para a Unifil, missão de paz das Nações Unidas no Líbano.  Atualmente, 264 brasileiros já participam da missão no país, todos eles da Marinha. Destes, 261 compõem a Força-Tarefa Marítima da Unifil, que está sob o comando do Brasil desde fevereiro de 2011. Os outros três estão subordinados ao quartel-general da missão.

“O Brasil já comanda um segmento da missão, e temos uma fragata no Líbano. Mas houve uma sondagem [da ONU] sobre a possibilidade de participarmos das tropas terrestres. Estamos examinando”, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, à Folha. Os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores avaliam os custos operacionais e humanos de contribuir com mais militares à Unifil.

A missão -criada em 1978 para garantir a estabilidade no sul do Líbano após invasão israelense durante a guerra civil no país- parece cada vez mais longe de seu fim com o aumento da tensão na região, em especial na vizinha Síria. O Brasil já enfrenta um dilema sobre a real necessidade de manutenção e a possível retirada dos quase 2.000 militares do país no Haiti. Para o comandante da Força Marítima, o almirante brasileiro Wagner Zamith, o envio de mais homens ao Líbano poderia ajudar, inclusive, na integração da missão com a população libanesa. “A comunidade libanesa no Brasil é a maior fora do país, então os brasileiros são muito bem-vistos aqui. Na própria missão há um interesse de ter brasileiros, porque a nossa presença facilita o trabalho.”

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
Fonte: naval.com.br 
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