Milícia mata homens do Exército libanês


Foto-Reuters-

Um capitão do Exército libanês e um soldado foram mortos, nesta última sexta-feira(1), no Bekka, na cidade de Arsal, por uma milícia bem armada que defendia um homem suspeito de participar em ações terroristas contra o Regime Sírio.

Em um comunicado, o Exército libanês afirmou: "Na parte da tarde, e enquanto uma patrulha do Exército estava em busca de um homem procurado por vários atos terroristas nos arredores da cidade de Arsal, aconteceu uma emboscada contra o Exército, por homens armados”.

O Exército identificou as duas vítimas, Capitão Pierre Bashalani, 31, e Ibrahim Sargento Zahraman, 32. 

De acordo com a Agência Nacional de Notícias, durante o tiroteio, o suspeito chamado Khaled Hmayyed morreu e várias outras pessoas ficaram feridas.
Khaled Hmayyed era suspeito de participar de um grupo considerado terrorista pelo governo libanês e por diversos outros países, Al-Nusra, grupo acusado pelo governo Sírio de ter matado na última quarta-feira 80 pessoas no Norte de Alepo.

Os residentes da região contaram que quando o Exérctio tentou prender Khaled, ele tentou fugir e o Exército atirou e feriu sua perna, então o levaram em um dos carros do Exército, quando outros homens que moram na mesma região souberam, eles atacaram os carros do Exército, ferindo vários soldados, e matando acidentalmente o próprio Khaled.

O prefeito de Arsal Ali Hujeiri disse que “a patrulha do Exército que chegou a prender Hmayyed fez a ação sem nenhuma coordenação com autoridades locais”.

"Os soldados do Exército estavam vestindo roupas civis e os moradores pensaram que era uma gangue que matou Hmayyed e não as autoridades", disse o prefeito à emissora LBCI. Ele acrescentou que Hmayyed não era um "terrorista".

No entanto a mesma televisão no mesmo dia colocou imagens do incidente, mostrando que havia soldados feridos trajando uniformes do Exército.
Todos os partidos políticos e seus representantes recriminaram o ataque feito contra o Exército libanês. 

Vários homens já foram  presos e o suspeito por abrir fogo contra o Exército , Qassem Tlais, também já foi detido.

Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
01-02-2013

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