Nível de Corrupção no Exército Libanês


Foto: Daily Star
O Relatório Global da Transparência Internacional, realizado pela Associação da Transparência Libanesa, apresentado na última semana, apontou que os níveis de corrupção no setor de Defesa do Líbano, são menores do que os resultados encontrados em outras instituições do país, mas ainda é considerado como de alto risco. 

Classificado na posição 128, entre os 176 países no índice de corrupção da TI mundial, o país recebe o lugar mais alto alcançado por qualquer país do Oriente Médio e Norte da África. 

O Exército do Líbano foi eleito o que melhor garante a segurança e a igualdade para todos os cidadãos, além de agir como um modelo para a sociedade em seus esforços para prevenir qualquer perigo que comprometa o país, e pontuou mais que os demais países, devido ao respeito elevado que a sociedade tem pelo exército, demonstrando que o setor é mais aberto sobre seu trabalho. 

O exército ainda apresentou ter um grau de confiança em si mesmo, o que aparentou existir uma boa relação com a legislatura do país, ao contrário de uma separação completa. 

Dos 82 países analisados no relatório global, o Líbano é um dos 10 países que repassam mais de 4% de seu PIB para despesas militares, o que demonstra que o orçamento é quase completo, e que o Ministério da Defesa, tem poucos itens secretos, enquanto existem países cujo repasse é de até 100%. O Líbano compartilha essa classificação juntamente com os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Israel. 

Bahrein, Iraque, Omã, Tunísia, Arábia Saudita e Qatar, possuem um “risco muito elevado”, enquanto Argélia, Egito, Líbia, Síria e Iêmen tem um “risco crítico”, de corrupção dentro das forças armadas.

O índice levou dois anos para reunir todas as informações que avaliaram as operações políticas, financeiras, pessoais e os riscos de aquisição de corrupção dentro do setor de defesa. 

Criada em 1999, a Associação da TI libanesa, teve uma longa jornada no combate a corrupção desde sua criação, quando o governo ainda se recusava a assumir a existência de corrupção no país. 

Enquanto hoje, demonstra sua luta no combate ao problema, de acordo com os slogans do Presidente Sleiman. Porém o alto nível de representação do Exercito, demonstra que importantes etapas já foram tomadas desde então para sanar o problema, segundo Nada Abdel Sater Abu Samra, presidente da agência libanesa da Transparência Internacional.

Mark Pyman, Diretor do programa de defesa e segurança no combate à corrupção da TI, diz que um requisito fundamental para qualquer nação, é ter forças de defesa e segurança confiáveis, e que um dos fatores por trás da Primavera Árabe, foi exatamente a falta de confiança nas forças de defesa e segurança dos referidos países, porque a corrupção evita a paz e prolonga a luta. 

O relatório extra com foco na região MENA foi feito devido aos altos níveis de corrupção que existem na região, e porque a defesa tem sido muito mais fechada do que no resto do mundo, e também porque em muitos desses países da região, é realmente perigoso falar sobre isso, e em alguns países, inclusive contra a lei.

A fim de melhorar a sua posição, o país deve melhorar a qualidade do seu exame independente de gastos e política, e também no envolvimento em questões referentes à corrupção, além de se abrir mais a grupos da sociedade civil. 

Estiveram presentes no lançamento do relatório,representando o comando do Exército, o General Jean Kahwagi, o Major Salman Walid, Chefe de Gabinete do Exército, Fouad Saad, o legislador de Aley, e em nome do presidente Michel Sleiman, estiveram Nabih Berri, e o primeiro-ministro Najib Mikati. 

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute

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