Protestos no Bekaa Contra Visita de Assir a Arsal

Foto: Daily Star

Na última quarta-feira, moradores de aldeias próximas a Arsal, no Vale do Bekaa bloquearam as estradas após a notícia de que o salafista Sheikh Ahmad AL-Assir estaria fazendo uma visita à região. 

Os manifestantes, sendo a maioria de aldeias partidárias ao Hezbollah, bloquearam o cruzamento principal em Labweh que leva a Arsal e se reuniram em Telya, Al Ain e Muqna, além da entrada norte de Baalbeck, na estrada Internacional que liga Baalbeck a Homs. 

Os protestos começaram na noite de Terça-feira, com os rumores de que o salafista almejava dirigir-se a cidade, para prestar solidariedade a Arsal, e a calmaria só foi restabelecida, após o escritório de Assir anunciar que o clérigo não estaria na região na quarta-feira (13), mas que uma viagem futura não estava descartada. 

O Sheikh salafista tem criticado constantemente o Hezbollah e seu líder Hassan Nasrallah, além de Nabih Berri, irritando os apoiadores do grupo em diversas aldeias pró Hezbollah. 

Assir declarou à imprensa que não teme ir para Arsal, e que se ele decidir ir, nada e ninguém o impedirá, e disse ainda que seus partidários estavam prontos para impedir funcionários do partido 8 de Março de entrar em Sídon.

Em sessão do Conselho de Ministros, o presidente Sleiman, afirmou que todas as medidas necessárias para a prisão dos assassinos, já estão em curso pelo exército libanês, e ainda na ultima quarta-feira, o Juiz Militar Investigativo, Fadi Sawwan, emitiu mandados de prisão contra moradores da cidade, por suspeita de envolvimento no caso Arsal. 

O exército tem estado a postos em Arsal, desde o assassinato de dois soldados mortos numa emboscada por homens armados na periferia da cidade, e Jean Kahwagi, Comandante do Exército disse que não haverá clemência com os assassinos do Capitão Pierre Bashaalani (31) e do Sargento Ibrahim Zahraman (32), dizendo ainda, que quem os atacou são terroristas, que serão perseguidos sem compromissos secretos sobre o sangue dos mártires do exército. 

O líder das Forças Libanesas, Samir Geagea, afirmou numa emissora de TV libanesa em entrevista, que o ocorrido em Arsal foi um incidente muito infeliz e um ataque de guerra declarado contra os sunitas, e acusou indiretamente alguns grupos políticos de incitar conflitos entre cristãos e sunitas.

Na Sexta-feira (15) novas tensões agitaram Arsal com mais manifestações contra as medidas de segurança do exército para prender 11 suspeitos locais, além de quatro sírios por porte de armas ilegais, além de armas, munições e equipamentos militares, gerando revolta em aproximadamente 100 moradores que bloquearam a estrada queimando pneus. 

O exército tentou usar gás lacrimogêneo para conter os manifestantes que responderam com pedradas contra os soldados, deixando três deles feridos. Alguns dos homens presos em Arsal foram são Abdullah Mohammad Hujeiri, Khaled Mohammad Hujeiri, Rabih Hassan Raed e Ali Hassan Raed. 

O protesto foi liderado pelo influente salafista Sheikh Daí al-Islam al Shahhal e o Sheikh Mustafa AL Hujeiri. Em Trípoli, manifestantes islâmicos, após as orações de sexta-feira, marcharam para a Praça Nour, para pedir ao exército a se afastar de Arsal.  

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
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