Uma Luz no Fim do Túnel


Foto: now.mmedia.me 

Na última semana, o Chefe do Fundo para o Desenvolvimento Econômico Árabe do Kuwait, Abdel-Wahab al-Bader, assinou um contrato com o Ministro da Energia e Águas, Gebran Bassil, na presença do presidente do Conselho de Desenvolvimento  e Reconstrução, Najib Jisr, concedendo ao Líbano, um empréstimo de US$85 milhões, para financiar a modernização e reabilitação das usinas de energia elétrica do Zouk Mikael e de Jiyyeh. 

O empréstimo deverá financiar parte do projeto de aumentar a produção das instalações do Zouk e Jiyyeh em 272 MW, e resolver o falido sistema do setor elétrico do país, alem de fazer parte do plano de aumentar a produção em 1.500 MW, para que o Líbano desfrute de 24 horas de eletricidade todos os dias, segundo Bassil.  

A dívida poderá ser paga em 25 anos, com baixas taxas de juros. Embora o projeto de aumentar a produção das usinas do Zouk Mikael, e Jiyeh, tenha sido aprovado pelo Conselho de Ministros, e tenha conseguido verba para a execução, Bassil afirma que algumas regiões do Líbano não poderão desfrutar de eletricidade 24hs, caso os moradores de Mansourieh se recusem a permitir que os técnicos da EDL instale as torres de alta tensão na região, alegando que elas podem causar câncer.

Paralelo à este iluminado acordo com o Kuwait, é esperado para as próximas semanas, provavelmente até o final de Fevereiro,  a chegada da primeira barcaça turca da Karadeniz, geradora de energia elétrica, enquanto a segunda deverá chegar em menos de dois meses. 
Juntas, as duas barcaças produzirão 275MW de eletricidade, podendo suprir o país com 24hs de eletricidade por dia em 2015.  

Devido às crises políticas na Síria e no Egito, o Líbano parou de receber fornecimento de eletricidade dos 2 países, através de cabos de alta tensão. O fornecimento da Síria era de 200 a 300 MW, e a interrupção do fornecimento tem agravado a crise de eletricidade no país, em virtude dessa situação, em Julho do ano passado, Bassil assinou um contrato de US$ 360 milhões para alugar as barcaças geradoras de energia da Turquia, por um período de três anos, reduzindo o racionamento de energia elétrica no país por no máximo 3h/dia. 

O acordo com a empresa turca foi criticado, com base em advertências do governo Paquistanês, que moveu uma ação contra a Karadeniz, além de confiscar uma das barcaças, até que o país seja indenizado pelo não cumprimento do contrato, por parte da empresa turca. 
A Karadeniz concordou em enviar as barcaças, assim que recebesse a primeira parcela do Ministério das Finanças, e caso a empresa turca não cumpra o contrato no tempo determinado, deverá pagar uma multa ao governo libanês.
  
O Governo pretende ainda, construir uma usina de energia em Deir Ammar, depois de ter conseguido reduzir o custo do projeto em virtude de restrições orçamentais, aonde quatro empresas libanesas e outras internacionais já vem disputando a concessão para a construção da futura usina. 
Bassil havia enviado para o Gabinete e para o Parlamento, uma proposta para a construção de mais usinas, que de acordo com o projeto, produziriam 1.500MW de potência, e seriam tratados pelo setor privado, no âmbito de um programa de parceria entre os setores público e privado. 

Bassil afirma que as barcaças de energia elétrica, a reabilitação das duas usinas,a nova produção de 700 MW, e as fontes de energia elétrica da Síria e do Egito, poderão permitir que a  EDL forneça 24 horas de eletricidade para todo o Líbano em 2015, mas para que isso se torne possível, é preciso executar o plano dentro do cronograma, e sem qualquer atraso. 

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute

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