A Nova Febre das Redes Sociais no Líbano


Foto: poweruser.aeiou.pt

Diversas pessoas estão postando e compartilhando vídeos estranhos nas redes sociais, intitulados “Harlem Shake”, e você deve estar se perguntando: “o que é isso?”.

Harlem Shake pode ser:

Uma dança originada no Harlem em 1981;

Uma musica lançada pelo DJ norte americano, Baauer, lançada em 2012;

E também, o mais novo meme (viral) da internet, neste inicio de 2013.

Os vídeos do viral possuem no mínimo 30 segundos, sendo os primeiros 15 segundos, imagens de uma pessoa dançando de forma estranha, no meio de outras que estão realizando atividades normais. Em seguida, surgem várias pessoas dançando loucamente, de várias maneiras, geralmente fantasiadas e mascaradas, nos lugares mais inusitados possíveis. 

A primeira impressão, ao ver um desses vídeos, é que as pessoas enlouqueceram, ou estão sofrendo mutação por meio de algum vírus em cadeia, semelhante com o processo da transformação de zumbis, mas depois você acaba rindo, porque este é o intuito do meme. 

O formato simples fez da música um dos hits mais vendidos de fevereiro no iTunes, e o primeiro vídeo dessa febre foi postado no dia 2 de Fevereiro por um grupo de estudantes australianos, e até o dia 12 de Fevereiro já tinha 12 mil versões do vídeo no Youtube, de diversos lugares do mundo, e com mais de 44 milhões de visualizações no total. 

Baauer, o produtor da música, provavelmente não esperava que seu remix viralizasse depois de um ano de seu lançamento, e muito menos que se tornaria um enorme meme do Youtube. Porém, a internet é imprevisível e as ideias malucas que surgem nela também. Há duas semanas um grupo de amigos filmou uma dança maluca ao som de “Harlem Shake”, e postou o vídeo no Youtube. Outras pessoas copiaram a ideia, e agora as visualizações de milhares de versões, assim como o número de novos vídeos, não param de crescer. 

O DJ e o selo de gravação do qual faz parte, a Mad Decent, poderiam enlouquecer tentando descobrir como receberem um “royalty” com tanta gente se apropriando do seu conteúdo. Porém, tiveram uma ideia melhor: “monetizaram” as visualizações de “Harlem Shake” e, provavelmente, ficarão muito ricos com isso. Sem processos, e sem precisar postar mais dezenas de milhares de vídeos, simplesmente com a ajuda da tecnologia. Assim que viu o meme crescendo, a Mad Decent contratou a INDMUSIC, uma empresa que presta serviço a diversas bandas indies administrando a geração de renda por trás dos acessos aos vídeos no Youtube, utilizando como ferramenta o ContentID do Youtube, tecnologia que ajuda a identificar material protegido por direitos autorais nos vídeos enviados por usuários. 

Quando uma música “protegida” está sendo utilizada em um vídeo, o dono dos direitos recebe do próprio Youtube os dados do vídeo e tem basicamente duas alternativas: bloquear ou monetizar o vídeo em questão. Se o dono dos direitos não bloquear e quiser abraçar a cultura do remix, como é o caso de “Harlem Shake”, a chance de sucesso pode ser boa. Cinco dias depois viralização do primeiro vídeo, a INDMUSIC já havia automatizado o adsense em mais de 4 mil vídeos enviados por usuários diferentes, totalizando mais de 30 milhões de visualizações. 

Para facilitar ainda mais para o artista, o ContentID coloca automaticamente o link para a compra da música no iTunes e eMusic. Mas o grosso da grana mesmo vem da publicidade: o adsense é uma forma de pagamento por acesso a um conteúdo que faz bastante sentido especialmente para quem tem vídeos com alto número de visualizações. 

Cada mil visualizações valem $2, cerca de R$ 4, no caso do “poperô” do Baauer, as expectativas são as melhores, a busca pelo termo “Harlem Shake” no Youtube tem mais de 45 mil resultados até a publicação deste artigo e há diversos vídeos com número alto de visualizações, como o “Harlem Shake (Late Night with Jimmy Fallon version)”, com mais de um milhão de visualizações. O meme explodiu de fato há apenas uma semana, como mostra o pico de buscas por “Harlem Shake” no Google, e ainda deve reverberar por algum tempo. Portanto, Baauer e a Mad Decent têm bastante motivo para comemorar desde já.

No Brasil, um dos primeiros vídeos a surgir, veio de Manaus, onde o designer Marcos Silva, em parceria com um blog, convidou alguns amigos e fez a coreografia na feira da Avenida Eduardo Ribeiro. O vídeo, gravado por 15 pessoas e com menos de 5 minutos, foi postado na internet no dia seguinte à gravação, há uma semana, e já conta com mais de 3 mil visualizações. 

O mais engraçado no vídeo é ver a reação das pessoas que estavam passando no local na hora da gravação, e que não entendiam o que estava acontecendo.
E o viral não para de crescer, ao buscar no Youtube por Harlem Shake, certamente você irá encontrar um numero interminável de versões em todo o mundo. 

O viral chegou a Gazeta de Beirute, através do nosso correspondente Anthony Mohammad, que mora em São Paulo, ele sugeriu que nós também criássemos a nossa própria versão do viral (#oremos). Enquanto pensamos no assunto, conferimos as melhores compilações dos virais já postados na internet, feitas no Brasil e no Líbano, e compartilhamos com você.

Compilações do Harlem Shake Americanas: http://youtu.be/8f7wj_RcqYk 
Compilações do Harlem Shake no Líbano: http://youtu.be/3Bs3lp46Rgk 
Compilações do Harlem Shake no Brasil: http://youtu.be/4koiSSNx6ME 


CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
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