Coreia Do Norte Anuncia Que Está Em Guerra Com Seul


Foto: Ultimosegundo

A Coreia do Norte afirmou no último sábado (30) que está em estado de guerra com a Coreia do Sul. Em um comunicado divulgado pela agência estatal, o regime de Pyongyang prometeu severas ações físicas contra qualquer ato de provocação. Na nota, o governo norte-coreano afirmou que todas as questões entre os dois países serão agora tratadas como assuntos relacionados à guerra. Os norte-coreanos vêm ameaçando seus adversários com ataques quase diariamente. A Península Coreana já está em estado técnico de guerra, desde o fim amistoso da guerra da Coreia em 1953, e que não terminou com um tratado de paz. No início deste mês, Pyongyang anunciou ter abandonado o tratado amistoso. "A duradoura situação da Península da Coreia de não estar nem em paz nem em guerra finalmente acabou", disse o comunicado divulgado neste sábado.

O Ministério de Unificação da Coreia do Sul divulgou rapidamente um comunicado afirmando que a recente ameaça não é nova, e segue o padrão herdado pelo ex-presidente Kim Jong-il, morto em dezembro de 2011, de colocar tropas em estado de alerta, em resposta aos treinamentos anuais sul-coreanos. Pyongyang vê esses exercícios como ensaios para uma invasão da Coreia do Norte.
O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, afirmou que a retórica apenas aprofunda o isolamento da Coreia do Norte, e condenou a retórica belicosa dos norte-coreanos. A Rússia advertiu que a troca de ameaças pode criar um "círculo vicioso". Na sexta (29), o líder norte-coreano, Kim Jong-un, alertou que suas forças estavam prontas "para acertar as contas com os EUA", após dois bombardeiros americanos  B-2 - com capacidade de transportar armas nucleares - voarem em uma missão de treinamento militar na Coreia do Sul. 

Os EUA já haviam enviado aviões B-52 à Coreia do Sul no início do mês, como uma resposta às ameaças de Pyongyang. Entre as advertências recentes de Pyongyang, está um ataque nuclear preventivo contra os EUA, e a indicação de que as bases americanas no Havaí, Guam e Coreia do Sul, são seus alvos potenciais. A tensão na Península Coreana aumentou desde que Pyongyang realizou seu terceiro teste nuclear, em 12 de fevereiro - que resultou na imposição ao país, de novas sanções internacionais. Um conflito em larga escala na Península Coreana é improvável, e até mesmo suicida para Pyongyang, afirmando que as ameaças são uma forma de pressionar os EUA a negociar. Mas o teor das ameaças, e a animosidade crescente dos países rivais, levantam temores de que um erro de cálculo possa desencadear um confronto. Na ultima sexta-feira (29), na praça principal de Pyongyang, dezenas de milhares de norte-coreanos participaram de um comício de 90 minutos, em apoio à convocação de Kim ao confronto. 

Pequenos navios de guerra norte-coreanos, incluindo barcos de patrulha, realizaram exercícios marítimos fora da costa norte-coreana, perto da fronteira com a Coreia do Sul no início desta semana. Os militares da Coreia do Sul estavam cientes da possibilidade de que exercícios norte-coreanos poderiam levar a uma provocação real de conflito bélico. Ele afirmou que a Coreia do Sul e militares dos EUA estão observando quaisquer sinais de preparativos para o lançamento de mísseis na Coreia do Norte. Pyongyang usa o arsenal nuclear dos EUA como uma justificativa para impulsionar seu programa de arma nuclear. Ele afirma que o poder de fogo americano é uma ameaça à sua existência.

THERESE MOURAD
Fonte: ultimosegundo.ig.com
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