DESCOBERTA A CASA DE ABRAÃO NO IRAQUE


Foto: Stuart Campbell

Um raro complexo, cuja estrutura data de 4 mil anos, localizada perto da antiga cidade de Ur, no sul do Iraque, e do local do Zigurate parcialmente reconstruído (o templo sumério), foi descoberta por dois arqueólogos britânicos, que acreditam se tratar da casa de Abraão, e ou  provavelmente usada por ele, como um centro administrativo, antes do deslocamento para Qana (Canaã).  Abraão começou uma linhagem que inclui as figuras significativas da Bíblia e da Torah, e se tornou a base para as religiões abraâmicas, como o judaísmo, cristianismo e islamismo.

O líder da escavação, Stuart Campbell, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Manchester, disse que o achado é deslumbrante e muito grande, quase do tamanho de um campo de futebol, ou seja, com cerca de 80 metros, e que parece um tipo de edifício público ou administrativo, ou com ligações religiosas ou de controle sobre a cidade de Ur. 

O enorme, raro e antigo complexo de salas que circulam um pátio, situa-se há 20 km de Ur, que é a última capital das dinastias reais sumérias, a primeira civilização da humanidade, que surgiu há 5 mil anos, que na sequência originou os babilônios. Campbell iniciou as escavações no último mês, com uma equipe britânica de seis arqueólogos que haviam trabalhado com quatro arqueólogos iraquianos, em Tell Khaibar, sul da província de Thi Qar, há 320 km de Bagdá. 

Um dos artefatos descobertos, trata-se de uma placa de argila de 9 centímetros, com a imagem de um adorador vestindo um longo manto de franjas, aproximando-se de um local sagrado. Através do complexo descoberto, dos artefatos, e da análise de restos de plantas e animais encontrados, a equipe de arqueólogos poderá descobrir as condições ambientais e econômicas da região. Eles acreditam que a área era pantanosa, e que o comércio marítimo era possível na região, em virtude da cabeça do Golfo estar situada mais ao norte.

Imagens obtidas com base em imagens de um satélite, sobre o levantamento da cidade, revelaram a presença de uma construção considerável, provavelmente, relacionada a um edifício administrativo para estudo. Os arqueólogos, provisoriamente, dataram o sítio com idade entre 2 a 4 mil anos A.C, época do saque da cidade, e da queda da dinastia real suméria, afirmou Campbell.
O Iraque enfrenta um grande problema em preservar seu patrimônio arqueológico, seus 12 mil sítios arqueológicos registrados, estão muito mal guardados, e em virtude de guerras e violências no país, que possui diversos sítios arqueológicos importantes e ainda inexplorados, muitos arqueólogos internacionais estiveram fora do Iraque. 

Esta é a primeira vez que uma equipe britânica lidera escavações no sul do Iraque, desde os anos 80. Campbell e sua equipe, em parceria com Robert Killick, um arqueólogo independente, e a Dra Jane Moon, da Universidade de Manchester, são os pioneiros desde então. As escavações puderam mostrar que as missões de colaboração, só foram possíveis em algumas regiões estáveis do Iraque, como o sul, que é dominado pelos xiitas. 

  
CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
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2 comments:

  1. Muito bom isso. Gostei desse artigo.
    Um abraco Josue

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  2. o nome abraao tem muito aver com esta regiao como uruk ur i iraque nao existe lenda sem um pouco de verdade para hecrever uma historia temque ter um pouco de verdade abrao deve ter existido e deslocado para a regiao de isrrael para as margens do rio jordao

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