Exames Oficiais Serão Adiados


O Ministro da Educação, Hassan Diab, afirmou esta semana que os exames oficiais, inevitavelmente, serão adiados por um mês, em virtude da greve dos professores, para que os alunos possam completar o currículo, e disse também que o ministério pretende criar estratégias para minimizar o atraso, como talvez, usar finais de semanas e feriados. Professores, alunos e pais insatisfeitos com a greve, culpam o governo por não definir a questão do aumento salarial.

O Comitê de Coordenação da União, formado por professores e funcionários do setor público, iniciou uma greve por tempo indeterminado em 19 de fevereiro, para pressionar o governo a reajustar os salários. A mudança veio depois que comitê realizou várias greves de um dia, no início do ano letivo. O governo vem estudando uma maneira de financiar o aumento dos salários, enquanto uma resolução para a greve, ainda é aguardada, com a possibilidade do Conselho de Ministros, apresentar uma proposta viável ao Parlamento, nos próximos dias.

Diab realizou na semana passada uma reunião com a comissão ministerial encarregada de avaliar a possibilidade de um aumento de salário, e afirmou que houve progressos positivos na pauta, e que ele acredita que tudo se resolvera em alguns dias, do contrário, ser um desastre, principalmente para alunos do grau 12, que perderão o prazo para as inscrições para as universidades, e estudantes do grau 9 que precisam se inscrever para o ensino médio. 

Professores de escolas particulares chegaram a aderir a greve por uma semana, mas depois retomaram as aulas normalmente, para compensar o tempo perdido e não prejudicar os alunos, como o caso do colégio St. Joseph, por exemplo, que chegou a reduzir os dias de feriado da Páscoa para compensar os alunos.

Rima al-Bast, uma estudante do grau 12 da Escola Pública Secundária de Qob Elias, no Vale do Bekaa, disse que os estudantes estavam sendo prejudicados com essa greve, e responsabiliza o governo por isso, alegando que os professores estão apenas reivindicando por seus direitos, em contra partida, a professora de História de uma escola pública de Beirute, diz já estar cansada e entediada de tantos protestos diários e da greve.  

Hafiza, uma professora da rede pública, está tendo dificuldades para conciliar seus interesses como professora e como mãe de alunos de uma das escolas em greve. Ela afirmou que como professora e funcionária pública, ela só deseja obter os seus direitos, porém, como mãe, ela quer que seus filhos voltem logo para a escola, porque eles serão prejudicados com tantos dias sem aula.

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
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