Moradores Furtam Contingente da UNIFIL

Foto: onu.org.br

Moradores da aldeia de Yatel, Bint Jbeil, no Sul do Líbano, bloquearam a estrada e invadiram uma unidade das forças de paz do contingente do Gana e da Malásia, e furtaram todos os dispositivos eletrônicos, como câmeras e celulares, depois que os membros da UNIFIL tiraram fotos da área. Paolo Serra, Major General, Chefe da UNIFIL, disse que embora os membros da UNIFIL tenham sido roubados por moradores não houve confronto físico entre ambas as partes.

 Não é a primeira vez que moradores do Sul do Líbano invadem unidades da UNIFIL ou abordam os soldados da paz para lhes furtar dispositivos eletrônicos. No mês passado, em Mais al-Jabal, aldeia de Marjayoun, soldados belgas da UNIFIL especializados em desativar minas, também tiveram seus dispositivos eletrônicos furtados por moradores, após tirarem fotos de um campo de minas  da região. O mesmo ocorreu com o contingente da Finlândia, em Janeiro, também em Bint Jbeil. Frequentemente os contingentes da UNIFIL recebem esse tipo de tratamento, por parte de moradores da região onde estão trabalhando em missão de paz. O chefe da UNIFIL no sul do Líbano, General Paulo Serra, lamentou as constantes tensões contra os soldados de paz, e disse que interceptar patrulhas da ONU e confiscar seu equipamento, não apenas é ilegal, como também, coloca em perigo os soldados e civis.

O monitoramento das hostilidades na fronteira do Líbano com Israel, também faz parte das atividades do mandato da UNIFIL, que constantemente sofrem prejuízos, causados pela comunidade conservadora e vigilante do Hezbollah, que comanda a segurança de toda a área no sul do país. 

Serra disse durante um evento da UNIFIL, realizado em Naqoura no inicio do ano, que assim como a UNIFIL deve respeitar os costumes da comunidade local, deve existir um respeito também para com os soldados de paz, como soldados, como pessoas, e acima de tudo como representantes da ONU, e que a UNIFIL está comprometida com o exercício absoluto do respeito à privacidade, costumes e tradições da comunidade libanesa.

"Estamos aqui com 12.000 soldados, de 37 países diferentes, juntamente com milhares de funcionários públicos estrangeiros, e 800 militares navais da Força Tarefa Marítima da UNIFIL ao longo de toda a costa libanesa, que trabalham para apoiá-los, trabalham para o seu bem, com vocês e para vocês, sem qualquer agenda privada nacional, ou contato secreto com suas contrapartes, e nenhuma monitorização de atividades fora do âmbito do mandato da UNIFIL”, disse Serra. 

Além da conturbada relação com os moradores das aldeias do sul, a UNIFIL também tem sido alvo de bombardeios esporádicos desde 2006, quando reforçaram sua presença na região, após a guerra com Israel. Em dezembro de 2011, uma bomba contra o contingente Frances em Tiro, deixou 5 soldados e 2 civis  feridos.

CLAUDINHA RAHME
Gazeta de Beirute
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