O Mais Importante a Serviço dos Outros


Durante a tradicional cerimônia da quinta-feira santa, o Papa Francisco inovou duplamente realizando a cerimônia no centro de detenção Casal de Marmo de Roma, especializado em menores infratores, quando tradicionalmente a celebração sempre foi realizada pelos Papas anteriores nas basílicas de São Pedro ou de São João de Latrão. 

O Papa disse que a alteração do local, foi para que ele se sentisse próximo dos sofredores. E aos internos, Francisco I disse que todos, inclusive ele, precisavam estar a serviço dos outros, porque isto é o exemplo do Senhor, onde Ele era o mais importante, mas lavou os pés dos outros. Outra inovação na cerimônia foi à inclusão de duas moças, a pedido do Papa, que também tiveram seus pés lavados, e beijados, pela primeira vez na história do rito, que sempre escala 12 pessoas do sexo masculino. Quando ainda era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco já havia incluído anteriormente, mulheres na celebração do Lava-Pés, que evoca o gesto da humildade de Jesus para com seus apóstolos, na véspera da crucificação. Havia também, entre os 12 selecionados, dois internos muçulmanos. 

Na missa matinal no Vaticano, o Papa pediu aos padres católicos que se dediquem aos pobres e sofredores, em vez de se preocuparem em fazer carreira, como administradores da Igreja. "Precisamos sair, então, a fim de experimentar nossa própria unção como padres... até as periferias, onde há sofrimento, derramamento de sangue, a cegueira que anseia por visão, e prisioneiros servos de muitos senhores maus", disse ele em missa na Basílica de São Pedro.  Na missa, início dos quatro dias de intensa atividade que antecedem a Páscoa, o Papa pediu aos padres que não se acomodassem na introspecção. Ao se dirigir aos 1600 padres de Roma, Francisco I disse que os que não vivem em humildade, perto do povo, tornam-se colecionadores de antiguidades ou novidades ao invés de serem pastores vivendo com o cheiro das ovelhas.   

"Aqueles que não saem por si mesmos, em vez de serem mediadores, gradualmente se tornam intermediários, gestores. Sabemos a diferença: o intermediário, o gestor... não põe sua própria pele e seu próprio coração na linha de frente, nunca escuta uma palavra calorosa e compungida de agradecimento", disse. Este foi mais um sinal, da sua determinação em colocar a Igreja mais perto dos pobres, desde o dia de sua eleição há duas semanas, onde ele assumiu o nome de Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, associado à simplicidade, austeridade, caridade e amor pela natureza, deixando claro sua pretensão de tornar o papado e a Igreja mais humildes.

CLAUDINHA RAHME
GazetadeBeirute
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