Reconstrução em Ponte de Ashrafieh


A cinquentenária ponte existente sobre a Avenida Charles Malek, em Ashrafieh, será transformada numa mega rodovia, que será reconstruída e alargada num trecho de 1 km ligando assim, diretamente a estrada internacional de Hazmieh, a rodovia Charles Helou em Beirute, e reduzindo o trânsito dentro e fora de Ashrafieh. Os motoristas, que estiverem vindos da rotatória Sayyad, ou de Hazmieh, nas proximidades do Hospital Hotel Dieu, não precisarão mais dar uma enorme volta para chegar a Ashrafieh e na rodovia Charles Helou. 

A ponte, que já vem sendo chamada de Projeto Boutros Fouad, e tem sido usada por políticos e publicitários, foi planejada e parcialmente implantada desde a década de 70, e agora para que enfim seja reformada e concluída, precisará demolir alguns edifícios residenciais, e iniciar as obras ainda neste verão para que o projeto seja concluído em 2016. O custo do projeto, orçado em US$60 milhões, prevê pontes e túneis em sua extensão, e não interromperá o trânsito, segundo Elie Helou, Gerente Sênior do Conselho de Desenvolvimento e Reconstrução, responsável pelo projeto.

A Prefeitura de Beirute deverá desocupar os edifícios residenciais de Ashrafieh e Mar Mikhael, comprando estes imóveis pelo valor de mercado estipulado pelo Juiz que está analisando o caso, mas Helou acredita que US$30 milhões seriam o suficiente para pagar aos inquilinos e proprietários de apartamentos da região. O CDR abriu um concurso para escolher a proposta empresarial que melhor atenderá as normas financeiras e de engenharia, a serem definidas pela prefeitura da cidade, para ser usadas no projeto, causando ressentimento nos funcionários do Departamento de Obras Publicas de Beirute, por não terem sido consultados, ou convidados a participar do projeto, e tampouco poderem opinar sobre a realização dessa obra.

 Em contrapartida, ativistas e políticos residentes em Ashrafieh, estão unindo esforços para substituir o projeto Boutros Fouad, por projetos modernos que proporcionarão soluções, em longo prazo, para a cidade, como a construção de um grande túnel na Avenida Charles Malek, e não projetos de reconstrução de estradas, ou ruas antigas, e mal projetadas da região, como o Projeto Boutros Fouad, porque ele contraria a estrutura de Ashrafieh.  "Milhares de pessoas amaldiçoam a Avenida Charles Malek, diariamente, porque seu projeto foi mal estudado e se esse projeto também virar uma maldição, porque não foi estudado adequadamente?", perguntou o ativista.

CLAUDINHA RAHME 
Gazeta de Beirute
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