A origem da pizza



Como toda história, existem varias versões, uma delas diz que começou há seis mil anos, com os egípcios; acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros já afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes; esta novidade da época foi parar na Etrúria (região da Italia, onde atualmente é a Toscana). 

Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo, amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de pão de Abraão, muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea, daí o nome pizza.

Os fenícios, sete séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotaram esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje. No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. 

Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um calzone. A primeira pizza a conter queijo foi criada em 1889, pelo Chef Raffaele Esposito, para a Rainha Margherita. A pizza unia tomates, manjericão e queijo para representar as cores da bandeira da Itália.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea" indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. 

Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo. A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port’alba, ponto de encontro de artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que inclusive citou variações de pizzas em suas obras. 

A Pizza chegou ao Brasil da mesma forma, por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país. Até os anos de 1960, ainda não se tinha casas especializadas em pizzas ou as pizzarias como conhecemos hoje, normalmente as pizzas eram feitas em bares para serem vendidas como aperitivo ou em cantinas e restaurantes como complemento ao cardápio de massas. Foi no Brás, bairro paulistano dos imigrantes italianos, que as primeiras pizzas começaram a ser comercializadas no Brasil. 

Aos poucos, a pizza foi-se disseminando pela cidade de São Paulo, sendo abertas novas cantinas. As pizzas foram ganhando coberturas cada vez mais diversificadas e até mesmo criativas. No princípio, seguindo a tradição italiana, as pizzas de mussarela e Aliche (Anchova em Italiano), eram as mais comuns, mas, à medida que hortaliças e embutidos tornavam-se mais acessíveis no país, à criatividade dos brasileiros fez surgir as mais diversas pizzas. 

Por ser considerado um patrimônio nacional, desde 1985, comemora-se o dia da pizza dia 10 de Julho.

Claudinha Rahme 
GazetadeBeirute
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