A origem de Khan el Khalili



O Khan El Khalil está situado num dos cantos do triângulo de mercados que se estendem ao sul de Bab Zuwayla, e oeste para Azbakiyyah, limitado ao sul pela Al-Azhar Street, e no oeste pelo Mercado Muski, bem no coração do Cairo. O bairro comercial egípcio, que já foi conhecido como bazar turco, durante o período Otomano, existe há mais de mil anos. O Khan El Khalili surgiu do comércio entre o povo egípcio e das caravanas comerciais, e é um dos mais interessantes bazares não só do Egito, mas de todo o Oriente Médio. Este mercado tradicional remete a uma atmosfera medieval, devido à disposição do labirinto de suas centenas de ruas, que oferecem aos visitantes, o prazer e o vislumbre de como eram estes lugares na Idade Média. 

Nas ruelas do Khan El Khalili podem-se encontrar artesanatos manuais dos mais simples, aos mais luxuosos, como também se encontra cafés, restaurantes, lojas e um grande número de compradores e vendedores. O bazar é mundialmente famoso por suas inusitadas, lembranças tipicamente orientais e artesanatos. Sem dúvida, é um dos lugares mais exóticos, em contrate com o Ocidente, e que caracteriza de forma completa o Egito de ontem, e de hoje, onde é comum ver homens vestidos com galabias (túnicas), e seus turbantes, discutindo exaltados os preços de compra e venda, dos milhares de produtos e mercadorias. Aceitar imediatamente o preço do vendedor é uma ofensa, o turista tem que praticar a arte da barganha, comum e tradicional entre os egípcios.   

"Khan" significa "lugar ou estábulo" e "El Khalili" é o nome de quem dava repouso às caravanas de comércio que ali chegavam. O bazar recebeu esse nome, em homenagem ao Emir Djaharkas El Khalili, um ousado príncipe mamelucos do Século XIV, a serviço do Sultão Al-Malik Al Zahir Barquq. De acordo com registros históricos do Egito, o atual Khan El Khalili, era o palácio do califado fatimida, e na sequência, o túmulo do Califa Al Zaafran (Turbet Al Zaafran). Durante o sultanato mameluco, o Emir Djaharkas quis construir naquele local, um estábulo destinado às caravanas de comércio. 

Djaharkas violou o túmulo de Al Zaafran, removeu seus restos mortais e os depositou no lixo de uma colina fora da cidade, justificando seu ato como uma fatwa, declarando que os xiitas hereges, aos olhos da fé muçulmana, não tinham o direito de permanecer em seus túmulos, e construiu sobre o antigo túmulo do califa fatimida, o seu estábulo. Djaharkas foi assassinado na batalha de Al-Nasiri perto de Damasco, e o historiador egípcio Al-Makrizi interpreta o assassinado do Emir, e o fato de seu corpo nu ter sido deixado para apodrecer, como um castigo de Deus, pela profanação do túmulo de Imames fatimidas e seus descendentes.

Therese Mourad
Gazeta de Beirute
Fonte: Curiosidades Egípcias e explorewithmwnf.net
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