A Saúde do Homem



A disfunção erétil (anteriormente chamada de impotência sexual), ainda é o grande fantasma do homem. Estatísticas da Sociedade Brasileira de Urologia apontam que cerca de 50% dos homens adultos, com mais de 40 anos, têm alguma queixa em relação às suas ereções. Em muitos casos, o problema está diretamente relacionado a doenças muito comuns, e nem sempre tratadas pelo homem, como diabetes e hipertensão (aproximadamente 50% dos pacientes diabéticos e 38% dos pacientes com doenças cardiovasculares, apresentam algum grau de disfunção erétil). 

Isso mostra que o desempenho, e a saúde sexual de um homem, vão além do aparelho genital masculino: Ela depende de um acompanhamento médico periódico, com foco na saúde global do indivíduo, na prevenção de doenças e, se necessário, na mudança dos hábitos não saudáveis. Mas, para a grande maioria dos homens, buscar saber com antecedência de problemas que possam mexer com a vida sexual, fere o lado machista e faz com que muitos fujam dos consultórios, uma vez que na sua concepção, só se vai a médico, quando se está doente. 

Assim, doenças masculinas que poderiam ser tratadas com maior tranquilidade, e rotineiramente, só são descobertas em estágios avançados, e quando começam a incomodar. Entre elas, estão a Hidrocele, a Varicocele e a Fimose, todas detectáveis aos exames clínicos, e tratáveis. Muitas doenças podem interferir no desempenho sexual masculino, mas são passíveis de tratamento e, consequente, recuperação da função sexual do homem.  

Hidrocele: é a presença de líquido, em quantidades anormais, dentro do escroto e envolvendo o testículo, pode ser uni ou bilateral, e está relacionada à cerca de 5% a 10% dos tumores de testículo. 
Varicocele: são varizes no escroto, e está presente em 15% da população geral (adultos e adolescentes), e em 35% dos homens com infertilidade. 
Fimose: é a dificuldade, ou mesmo a impossibilidade, de o indivíduo expor a glande ("cabeça" do pênis), porque o prepúcio ("pele" que recobre a glande) tem um anel muito estreito. A fimose pode se complicar quando ocorre a parafimose, onde a glande é exposta, mas o estreitamento no prepúcio impede que seja recolhida, levando a estrangulamento da glande, ou quando impede a higiene adequada, levando a uma propensão a infecções.

Também fatores emocionais, como a depressão, a ansiedade e o medo de falhar, interferem (e muito), no desempenho sexual do homem. Mesmo nesse caso, a avaliação do médico especialista é indispensável, para descartar problemas clínicos e, após isso, é indicado um acompanhamento psicológico. Quando chegam à meia idade, com a diminuição natural da testosterona, principal hormônio masculino, os homens muitas vezes se fecham ainda mais: é a chamada andropausa. Essa perda hormonal é maior a partir da sexta década de vida, podendo ocasionar diminuição da força muscular, fragilidade óssea e diminuição da libido. 

A diminuição da testosterona é uma característica comum ao processo do envelhecimento, e seu acompanhamento é necessário apenas na ocorrência de doenças, que provoquem uma perda maior e mais rápida da testosterona. Por isso, é essencial procurar o médico especialista: ele poderá avaliar se essas alterações requerem, ou não, um acompanhamento e um tratamento específico. Os efeitos são mais tênues do que nas mulheres, mas ocorrem.
A chamada meia idade é um período importante na vida de muitos homens. Além das alterações hormonais, muitos passam por situações difíceis, seja com a família (crescimento dos filhos e a rotina do casamento), ou com dificuldades profissionais (mudanças no trabalho, concorrentes mais jovens, etc.). Conhecer o corpo, e compreender as mudanças que ocorrem com o passar dos anos, são as maiores ferramentas para que o homem tenha um envelhecimento saudável.

Yasmeen Chehayeb
Fonte: Revista Urologia, Saúde hoje (2010)
GazetadeBeirute

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