Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo



A imponente Catedral Ortodoxa de São Paulo, localizada no início da Avenida Paulista, na Rua Vergueiro, 1515, ao lado da estação Paraíso do Metrô, é um legado de fé da comunidade cristã árabe no Brasil e, também, uma referência na paisagem tão conhecida dos paulistanos que seguem apressados por sua calçada. 

A Catedral é a Sé da Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa Antioquena não apenas de São Paulo, mas também de todo o Brasil. Inspirada na Basílica de Santa Sofia, em Constantinopla (Istambul), a catedral de arquitetura bizantina é um exemplo a ser apreciado em toda a América do Sul, e considerada uma das maiores catedrais ortodoxas do mundo. 

O projeto iniciou-se nos anos 40, sob a supervisão do Engenheiro Taufik Camasmie, com recursos provenientes de doações, e contribuições, de diversas famílias ortodoxas de São Paulo e do interior do Brasil, devendo ser uma réplica da Basílica inspiradora, porém precisou passar por alterações em virtude das obras da construção do metrô. 

Escolhido pessoalmente pelo Rei Faruk do Egito, Joseph Trabulsi, foi escolhido como um dos artistas responsáveis, juntamente com outros artistas, pela decoração da Catedral, nos anos 50 ele pintou, com técnicas de afresco, a imponente cúpula central dourada, que abriga abóbadas centrais e mezaninos laterais, os vitrais e as telas que revestem as paredes internas. 

As fileiras de colunas marmorizadas com ornamentos dourados em estilo coríntio, o iconostácio (local onde se colocam os ícones, e que separa o altar do restante da igreja), todo entalhado em mármore Carrara, e os 65 ícones, foram obras do iconógrafo russo Wladimir Krivoultz (1904 - 1972).  

A Catedral Ortodoxa foi inaugurada em Janeiro de 1954, juntamente com as comemorações do IV centenário da cidade paulistana, e consagrada pelo Patriarca Elias IV, em 1958.

No início do ano 2000 até 2004, a Catedral Ortodoxa passou por um longo processo de restauração, que incluiu a impermeabilização do teto, o reforço da estrutura, e a recuperação da fachada, utilizando os mesmos materiais e cores originais da época de sua construção. 

As cúpulas também foram revestidas com lâminas de metal dourado, holofotes foram instalados no interior das torres e o carrilhão dos sinos foi recuperado. A segunda etapa da restauração se deu nos lustres e luminárias, na reforma do pátio, dos muros, portas e portões, e no restauro da iconografia interna, e recuperação dos afrescos originais, realizados pela iconógrafa síria Hannan Houli. 
“Um portal de reflexão que leva à realidade de Deus, um mundo que está, além do tempo, e do espaço” (Hannan Houli)


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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2 comments:

  1. UMA COISA TENHO PARA COMENTAR. A PREFEITURA DE SÃO PAULO PECA E ERRA AO PERMITIR QUE SE CONSTRUAM ESSES LIXOS DE EDIFÍCIOS EM VOLTA DA CATEDRAL E CONSEQUENTEMENTE POLUINDO VISUALMENTE AQUELE PATRIMÔNIO.. NÃO VEJO NEM MESMO AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS ORTODOXAS SE MANIFESTAREM CONTRA ESSES ABSURDOS! O ENTORNO DA CATEDRAL DEVERIA SER PRESERVADO E O LOCAL DEVERIA SER TOMBADO PARA QUE EDIFÍCIO NENHUM FOSSE CONSTRUÍDO AO SEU REDOR. É UMA LÁSTIMA! BRASILEIROS MOSTRAM QUE NÃO PRIMAM PELO CUIDADO VISUAL DE SUAS CIDADES. ENQUANTO AS CATEDRAIS DE MOSCOU, SÃO PETERSBURGO, ATENAS OU DE QUALQUER CIDADE DA EUROPA SÃO PRESERVADA EM SEU ENTORNO, SÃO PAULO E SEUS GOVERNANTES JOGAM NA LATA DO LIXO ALGO QUE DEVERIA SER CARTÃO POSTAL. NÃO ESSES TRAMBOLHOS DE PRÉDIOS HORROROSOS!!!!!!

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  2. Antônio Lídio, te parabenizo. Tmbm acho que algumas construções deveriam mesmo ser preservadas e tombadas numa área de pelo menos 300m do entorno. Não só a Mitra maravilhosa do Paraíso, mas outras belíssimas construções também.... é uma pena mesmo...

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