Exclusiva com Ana Maria Bittar


Anthony Mohammad fez uma entrevista exclusiva para a Gazeta de Beirute, com a artista plástica paulistana, Ana Maria Bittar. Nascida em São Paulo, ela iniciou sua carreira artística, cuja visão do figurativo impressionista, imprimiu uma forte tendência inicial, que aos poucos foi se traduzindo num aprimorado trabalho acadêmico, que é atualmente sua marca predominante.  Ana Bittar faz parte da renomada “Academia Brasileira de Arte, Cultura e História”. 

GB:  Ana, conte-me sobre o seu trabalho no Brasil.

Ana Bittar: Meu pai é libanês, e recentemente, eu tornei-me também cidadã libanesa, o que muito me orgulha. Tive desde pequena, contato com o mundo árabe, em suas diversas formas de manifestação, artística e cultural, em casa de parentes, de amigos, bem como nos clubes associativos que eu frequentava. Recebi em todas suas formas de expressão, seja na arquitetura, na tapeçaria, na vidraçaria, na marchetaria, na cantaria, e etc., a forte influência artística, que é típica da cultura libanesa/árabe, e o que sempre me chamou atenção, e me despertou o interesse em propagar nossa cultura através das telas que eu pinto.

GB: Qual a influência das aulas do professor Myasaka Takeshi na sua vida, e no seu trabalho?

Ana Bittar: O Professor Myasaka Takeshi, foi o primeiro orientador que me fez perceber os efeitos de luz e de sombra, de profundidade e de proximidade, e as primeiras pinceladas realistas; que se tornaram uma marca muito forte, em todas as minhas telas, sejam elas, a óleo, ou pastel seco. Portanto, posso dizer que o professor, fez com que meu lado artístico aflorasse.

GB: Como é a sua participação na “Academia Brasileira de Arte Cultura e Historia - ABACH”?

Ana Bittar: Sou membro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (ABACH), desde 2006. Tendo participado em mais de 40 eventos, sempre bem conduzidos pelo meu curador, Samir Chelala, e a Coordenadora, Wal Chelala, cujo resultado impulsionou minha carreira ao reconhecimento que hoje possuo.

GB: Fale-me sobre suas premiações.

Ana Bittar: Dentre as premiações destaco as seguintes: 

- I Salão Comendadora Márcia Monfredini Vieira (Medalha de Prata), Junho/1998;

- Exposição Formas & Cores/ Brasil - Casa da Fazenda do Morumbi - ABACH (Menção Honrosa) Dezembro/2005;

- Exposição Coletiva de Confraternização de Final de Ano - Casa da Fazenda do Morumbi - ABACH (Artista Destaque 2006), Dezembro/2006;

- Exposição Arte com Chocolate - Casa da Fazenda do Morumbi - ABACH (Medalha de Prata), Abril/2007; 

- 1º Salão de Artes - Atrium Cultural do Central Plaza Shopping - ABACH (Menção Honrosa Categoria Acadêmica), Outubro/2007;

- Exposição Coletiva Encontro das Artes - Casa da Fazenda do Morumbi - (Quadro em Homenagem ao cantor, ator e radialista Gilbert Stein) - ABACH (Artista Destaque), Junho/2011;

- Exposição Coletiva Contemporaneidade - Galeria Bric a Brac - Curadoria Vagner Aniceto. Artista convidada para acervo permanente da Galeria Bric a Brac (Artista Destaque), Novembro/2012.

GB: Fale-me sobre a sua infância, e quando você teve o seu primeiro contato com a arte. 

Ana Bittar: Herdei o gosto pelo desenho da minha mãe, que desde cedo me ensinou a fazer os primeiros traços. Meus presentes natalinos eram sempre materiais para desenho, tais como canetas coloridas, lápis de cor e cadernos para desenhos, pois meus pais sempre incentivaram este meu lado artístico.

GB: Suas obras baseadas em cavalos, na arte a óleo sobre tela, possuem alguma ligação particular?

Anna Bittar: Aprendi a gostar deste majestoso animal com meu pai, pois ele era apaixonado por cavalos. Sendo ele oficial da cavalaria do exercito, sempre me levava para ver os cavalos em haras, e ao jockey.

GB: Que pedido você faria ao Governo brasileiro, em relação ao apoio aos artistas do país?

Ana Bittar: Creio que deveria haver uma facilidade maior para a divulgação por meio de exposições franqueadas, organizadas pelas autoridades da cultura, facilitando e multiplicando os locais de exposições, e incentivando a manifestação artística menos elitizada, e mais como forma de expressão, de toda e qualquer arte.

GB:  Você tem algum trabalho que represente a comunidade libanesa no Brasil, ou você ainda pretende fazer algum neste tema?

Ana Bittar: Sempre que posso, eu procuro privilegiar a cultura árabe, porém ainda não elaborei um trabalho específico, que representasse a comunidade libanesa. Mas já estou com a ideia de um quadro figurativo feminino, em homenagem a cultura libanesa.

GB: Qual a importância da cultura árabe na sua vida?

Ana Bittar: A cultura árabe está presente em minha vida desde pequena, na educação, idioma, maquiagem, comida, etc. Sempre foi muito forte a influência, mesmo minha mãe sendo brasileira. Procuro até hoje valorizar a terra dos meus avós paternos. 

GB:  Que conselho você daria, aos jovens que querem aperfeiçoar seus dons artísticos?

Ana Bittar: Sempre procurem estudar, e aprimorar o conhecimento, com novas técnicas de desenho, materiais, exposições e workshops. Até hoje, eu estudo muito, para cada vez mais adquirir conhecimento, e melhorar cada vez mais o meu trabalho.

GB: Para você, qual a importância de um jornal com notícias do Líbano, em língua portuguesa?

Ana Bittar: É muito bom ter um contato semanal com a cultura libanesa, especialmente na língua portuguesa, e assim me manter atualizada com as noticias do Líbano, pois nem todos os descendentes sabem o idioma. 

GB: Deixe uma mensagem para a comunidade árabe do Brasil, e também aos leitores da Gazeta de Beirute.

Ana Bittar: Primeiramente, eu quero agradecer à oportunidade de poder mostrar um pouco do meu trabalho e da arte, neste jornal destinado a comunidade libanesa no Brasil. Um abraço a todos, eu terei o máximo prazer em recebê-los em minhas exposições.  Chucran. 



Anthony Mohammad
Revisão: Claudinha Rahme
Edição: Shadi Kobeissi
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