Presidente da CONFELIBRA


O correspondente no Brasil da Gazeta de Beirute , Anthony Mohammad  faz sua exclusiva, diretamente aos leitores do GB, com Dr.  Habib Tamer Badião, Presidente da CONFELIBRA.  
(Confederação das entidades Líbano Brasileiras).   Conceituado ativista da comunidade Árabe no Brasil e estudioso da Presença Fenícia no Mundo.


1.Gostaríamos de saber qual é o papel da CONFELIBRA no Brasil? 

Dr. Habib: A Confelibra é uma instituição que evoluiu para reunir as entidades Líbano-brasileiras, tais como associações, federações, clubes esportivos e recreativos. Representar, no território nacional a União Cultural Mundial Libanesa, WLCU! Ainda incipiente seu papel face à grandiosidade do Brasil e a falta de interesse da maioria dos presidentes das referidas instituições, mas estamos trabalhando para agregar a todos eles!

2.Qual seria o apoio que o governo do Brasil poderia colaborar, com os projetos de associações ou confederações de segmento árabe no país ?

Dr. Habib: Inexiste uma vontade política, por parte do governo brasileiro em apoiar ou incentivar as sociedades libaneses ou de qualquer outro povo, vez que a doutrina vigente na política brasileira é de reflexo, ou seja, as ordens doutrinárias vem do exterior para interior, pela falta de uma memoria nacional e porquanto de uma inteligência social...enfim, o Brasil vai levando e sendo levado pelos interesses da elite banqueira!

3. Líbano e Brasil possuem identidades parecidas? 

Dr. Habib: Sim! A sociedade brasileira se mesclou de uma forma tão perfeita que é impossível separar libaneses-brasileiros de brasileiros libaneses.

4. Qual a influência da cultura e genética Fenícia na América latina?

Dr. Habib: O Brasil herdou na sua formação social em 10% de ameríndios e estes, por sua vez, aprenderam o idioma fenício aqui identificado como Tupy-Guarany e hoje, mais de 80 palavras vem deste vernáculo no português brasileiro!

5. Como foi sua Infância?

Dr. Habib: Nasci na cidade Qantara (Kantara, conforme meu registro!) do Estado de Akar, no norte do Líbano, onde até hoje possuo imóveis, e vim para o Brasil com seis meses de idade. Desembarcamos em 1952, eu, minha mãe Adibe Obeid, meus três irmãos, Elias, Joseph e Hanna e aqui ganhamos mais um irmão, Jorge, que vive na cidade de Goiânia, precisamente na antiga cidade, hoje bairro, Campinas. Fui educado na Igreja Católica e estudei inicialmente Biologia e depois me formei em Direito. Em, 1970, participei dos movimentos esquerdistas e fui preso durante 74 dias pelas forças de repressão. 

6. Existem rastros, provas ou estudos sobre a presença Fenícia no Brasil? 

Dr. Habib: Na América, incluindo o Brasil, mais de 174 pontos geográficos registram a presença dos fenícios. Inclusive na Pedra da Gávea no Rio de Janeiro, tem registros claros do sepultamento de um príncipe fenício!

7. Quais são os trabalhos atuais do Dr. Badião?

Dr. Habib: Atualmente, presido a Associação Nacional dos Mutuários da Divida Publica-AMDIP (www.brasilianbondholders.org.com); Instituto de Pesquisa Cientifica pela Vida- (www.IPCVIDA.org.com) e o meu escritório de Advocacia, Advocacia&Tribunais S.S.Confederação das Entidades Líbano-Brasileiras-Confelibra (www.confelibra.org.com).

8. Qual a importância do Jornal Gazeta de Beirute em língua portuguesa para descendentes de libaneses no Brasil e a comunidade brasileira no Líbano a seu ver? 

Dr. Habib:Tenho a maior preocupação quanto a este tema, nos últimos anos apoiamos e continuamos apoiando a Revista Carta do Líbano e agora, pretendemos somar com a Gazeta de Beirute uma corrente que interage com toda a comunidade libanesa que passa de 9 milhões de libaneses e descendentes, constituindo-se na maior comunidade fora do Líbano!!

9. Conte para a Gazeta de Beirute como foi a prisão de 74 dias por conta da ditadura ? 

Dr. Habib: Eu era um aluno da Universidade de Brasília, fazendo um curso livre de história e cursando o segundo grau no CIEM, em um dia de junho de 1970, fiz um protesto contra o tipo de alimentação que era servida, e voltei para o meu alojamento e dali como já era um fim de semana, me dirigi a rodoviária tomei um ônibus para Goiânia e quando chegamos nos limites de Goiás/DF a Policia Federal e tropas do Exercito interceptaram o ônibus e me retiraram e deram voz de prisão como subversivo! Foram dias incontáveis de interrogatório até que o Procurador do Estado de Goiás, Antonio Padua, tomou ciência da minha prisão e intercedeu junto ao Governador de Goiás, e este junto ao Governo Federal, conseguindo minha soltura! Nunca me calei às atrocidades cometidas pelos militares fora dos quarteis... Até hoje minha luta continua!

10. Qual a importância da cultura para a Humanidade?

Dr. Habib: É preciso aprender a viver, contrário disto a humanidade já teria perecido pela extinção! A cultura é o repositório da experiência viva, que permite a sociedade humana ser perpétua!

11. Deixe uma mensagem final para comunidade brasileira no Líbano e a comunidade libanesa no Brasil.

Dr. Habib: Meus irmãos libaneses, nascidos ou descendentes, nunca o Líbano precisou tanto de nossa força para manter sua soberania que custou muitas vidas....devemos nos unir aqui no Brasil e ombreando uma causa libanesa, levar a força que o nosso povo precisa para resistir as intempéries malditas que lhes impingem os seus inimigos, que hoje trabalham dentro das nossas fronteiras! A união não só faz a força, como realiza sonhos!

Anthony Mohammad
Gazeta de Beirute
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