Primeiro-Ministro da Síria, Wael Al-Halki, escapa de atentado


Foto: svt.se

O Primeiro-Ministro da Síria escapou de um atentado em um dos bairros mais protegidos de Damasco. Seis pessoas morreram, e apesar do estado de destruição total do carro após a explosão, o Primeiro-Ministro saiu andando, e sem ferimentos graves. O atentado da última segunda-feira (29), mostra que as bombas dos rebeldes explodem cada vez mais perto do presidente Bashar Al-Assad. O bairro onde aconteceu o ataque é um dos mais ricos de Damasco, onde vivem muitos integrantes do alto escalão do governo. Enquanto a Síria ferve, o mundo assiste, e se divide sobre o que fazer para acabar com essa guerra.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou os países do ocidente de usar os supostos ataques com armas químicas, como pretexto para derrubar o governo de Assad. Após o ataque, o Presidente da Síria, Bashar Al-Assad, fez uma rara aparição pública nesta quarta-feira (1º), ao visitar uma estação de energia elétrica em Damasco, no mesmo dia em que explosões atingiram o centro da cidade, deixando 15 feridos, segundo notícia veiculada pela agência estatal do país.

O Presidente apareceu confiante, usando um terno escuro, conversando com trabalhadores e os cumprimentando, mais tarde, ele foi visto cercado de funcionários em um jardim, e disse: "Eles querem nos assustar, não vamos nos assustar,eles querem que a gente viva clandestinamente, não viveremos clandestinamente", disse Assad a um grupo de trabalhadores que o cercava. "Esperamos que ano que vem, nessa mesma data, tenhamos superado a crise em nosso país".

Enquanto isso, a Coalizão Nacional Síria, com sede na Turquia, em sua primeira resposta pública, rebateu o líder do grupo militante libanês Hezbollah, um dia depois que ele afirmou que os rebeldes sírios não serão capazes de derrotar o exército do regime de Assad. A situação na Síria será um dos pontos centrais da agenda de John Kerry, Secretário de Estado americano, na próxima visita a Moscou, segundo afirmou o Porta-Voz do Departamento de Estado. O diplomata afirmou que apesar das diferenças de opiniões entre os 2 países, ambas as partes "estão igualmente preocupadas com o uso de armas químicas, e outras questões referentes, à situação na Síria".

Isso tudo me lembra da velha frase: ”Todo o mundo se comove, mas ninguém se move”.

Fonte: Ultimo segundo, Euronews, Voz da Rússia e Globo.com.

Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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