Arquitetura Árabe



A principal característica arquitetônica são as numerosas colunas, os arcos, as cúpulas, as decorações com mosaicos e arabescos. Nas construções de palácios e mesquitas, as características descritas acima, também são acompanhadas de um jardim, onde a construção apresenta vários pequenos pavilhões, dentro de um jardim, representando uma constante ligação entre o meio ambiente natural, e o ambiente arquitetado. 

Além, claro, das ornamentações que recobrem todas as superfícies, mascarando a estrutura, sem evidenciar nenhum ponto central em especial, mas criando todo um conjunto que acaba chamando a atenção. Os arquitetos árabes, em geral, se baseiam em três elementos que constituem as características típicas da arquitetura oriental: ordem geométrica, harmonia, e o uso de luz e da caligrafia, para ornamentar os detalhes. 

Nas construções de casas ou palácios, geralmente a porta da rua, está localizada num pátio, onde no centro, frequentemente existe uma fonte de água corrente, e onde todos os quartos rodeiam o pátio, por meio de um corredor que circunda o pátio e possui colunas que sustentam a cobertura, permitindo que apenas uma parte lateral seja aberta, voltada para o jardim, e a fonte. 
Esse ambiente cria um ambiente sombreado e muitas vezes acompanhado de plantas, ou outros tipos de vegetações, que favorecem conforto térmico para as construções que geralmente estão situadas em regiões muito quentes. Tecidos, tapetes, almofadas, cortinas, longos sofás ou divãs, alem de objetos artesanais, compõem o ambiente interno. 

Outro tipo de material muito usado nas construções árabes foram os muxarabis, que segundo as tradições árabes permitia que as mulheres olhassem o exterior, sem deixar, no entanto, que estranhos vissem sua beleza, além de proporcionar ventilação e iluminação, mas mantendo a privacidade. Os muxarabis foram usados de maneiras diversas e agradaram o mundo, que continua usando-os em suas arquiteturas até hoje. 

No Brasil, três engenheiros criaram uma peça com função semelhante, de dar privacidade ao interior das casas, sem comprometer a luminosidade e a visão do mundo exterior, e recebeu o nome de cobogó, resultado da soma das iniciais do sobrenome dos inventores (Coimbra, Boeckmann e Góis), a peça começou a ser produzida com cimento. No entanto, com o tempo, deixaram de embelezar as fachadas e migraram para espaços menos nobres, como divisórias de áreas de serviço, perdendo todo o glamour inicial.
As construções religiosas possuem cinco tipos principais de construção: Mesquitas, Minaretes, Madrassas (escola), Mausoléus e Conventos. Depois, com menor importância, existem as construções de banhos públicos, fontes, e arquitetura doméstica. As mesquitas foram, e continuam sendo construídas, seguindo o modelo base da casa do profeta Mohammad, em Medina, entre os séculos VI e VIII, que consistia numa planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul, com duas galerias com teto de palha, e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto a área descoberta consistia no pátio, onde se encontrava a fonte. No entanto, a arquitetura sagrada das mesquitas inspiradas na casa de Mohammad, não mantiveram a simplicidade e a rusticidade dos materiais utilizados na casa original do profeta.

Um exemplo, de imponência e ostentação de uma construção oriental, é a importante mesquita de Santa Sofia, em Istambul. A começar pelo seu tamanho, o interior possui uma cúpula central, com mais de 30,5m, seguido de semicúpulas, mas além de arcos e pilares. A cúpula conta ainda com decoração de gesso no interior e os quatro minaretes. Hagia Sofia, construída pelo império bizantino entre 532 e 537 foi construída para ser a Catedral de Constantinopla, depois, entre 1453 e 1931 passou a ser utilizada como mesquita, sob o comando do sultão Mehmed. Permaneceu fechada ao público por quatro anos e reabriu em 1935, já como um museu da recém-criada República da Turquia. 

Por quase 500 anos, a principal mesquita de Istambul serviu como modelo para diversas mesquitas otomanas, e influenciou na construção de diversas arquiteturas islâmicas em geral. Uma das primeiras civilizações com a qual o Islã entrou em contato foi com a persa, da qual os islâmicos absorveram abundantes elementos, e muitas cidades, como Bagdá, por exemplo, foram erguidas com base na arquitetura islâmica. 

Na sequencia, com o crescimento do islã em diversos lugares do mundo, foram surgindo outras modalidades de arquitetura na mesma linha, como a arquitetura mourisca na península Ibérica e no norte da África, a otomana que desenvolveu uma arquitetura de alto nível nas diversas terras em que dominaram a fatímida que apesar de ter se baseado nas técnicas tulúnidas desenvolveram técnicas próprias também, cuja Mesquita de Al-Hakim pode ser citada como exemplo, além das diversas portas das tantas muralhas do Cairo. 

Na sequencia, vieram os mamelucos, que tiveram um florescimento majestoso na construção de suas abóbadas, pátios, minaretes, que se tornaram um padrão de beleza e luminosidade em todas as suas edificações; também vieram os mughals, que através de uma incrível fusão entre as técnicas persas e hindus, acabaram criando uma técnica única que marcou todas as construções com seu esplendor de pedras, e semipedras preciosas, alem de mármore branco, podendo citar como exemplo o incrível Taj Mahal. 

A arquitetura sino-islamica não seguiu totalmente imitação da arquitetura islâmica do Oriente Médio, apesar da China Ocidental ter preservado o uso de minaretes altos, arcos curvos e terraços em forma de cúpula, já os chineses do leste se basearam nos padrões da arquitetura chinesa, com ênfase na simetria, torres sobrepostas com múltiplas beiradas, porem não ficou atrás do glamour e beleza de suas mesquitas e templos. 

A conquista muçulmana do norte da África motivou um notável desenvolvimento arquitetônico nessa região, o Cairo é um de seus exemplos, onde madeira e barro foram os materiais mais empregados nas construções, formando assim, um grande complexo de edifícios de barro, com terraços de ripas, além de espaços cerimoniais, adornados com placas de cobre amarelo, destaque para a Grande Mesquita de Djenné.

Fonte: arquitetando.xpg, Wikipédia .

Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute 
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