Descoberta ruínas de portão romano em Beirute


Foto: Dailystar

Após sete anos de trabalho na Praça Riad Al-Solh, em downtown, arqueólogos descobriram que as ruínas encontradas ali, incluem restos de um portão com características que eles acreditam fazer parte da entrada principal da antiga cidade romana do século 1 DC, que um dia existiu na Beirute de hoje, e se a ligação entre o portão e as ruínas forem confirmados, será uma das descobertas arqueológicas mais importantes no país.

 Os resultados das escavações arqueológicas no local, ainda não podem ser divulgados, assim como os meios de comunicação, e fotógrafos, também não estão autorizados a entrar no sítio arqueológico, segundo ordens da Direção Geral de Antiguidades do Ministerio da Cultura. O Ministro da Cultura Gaby Layyoun e o Diretor da DGA, Asaad Seif, fizeram uma visita inesperada ao local, juntamente com um grupo de arqueólogos no fim de semana. 

A discussão centrou-se principalmente sobre a importância dos achados arqueológicos, e as medidas futuras que a DGA deve empreender para o site. Assad disse que era necessário continuar a escavação no local onde o portão romano foi encontrado, mas Layyoun discorda, alegando que o Projeto Landmark, uma iniciativa de desenvolvimento multiuso anunciado em 2005, e projetado pelo renomado arquiteto francês, Jean Nouvel deve ser relançado. 
  
Porém, o arqueólogo disse que é necessário se trabalhar mais nessas ruínas, para descobrir o que resta delas e compreender a sua importância histórica, segundo ele, uma parede em forma de arco é muito semelhante às antigas portas romanas que foram construídas entre 100 AC e 200 DC. E essas descobertas são bem semelhantes ao portão Palmireno de Dura-Europos, no leste da Síria. Construído na época helenística, 2.300 anos atrás, o Dura-Europos funcionou como uma cidade fronteira romana, perto ao Rio Eufrates, conhecida como Aldeia Salhiye, na Síria moderna. 


Enquanto isso, outros achados arqueológicos em Downtown  foram destruídos esta semana após o Ministério da Cultura aprovar a ordem de demolição de vários outros sítios arqueológicos há poucos quarteirões de distância do Riad Al-Solh Square, em virtude da aprovação de outro projeto, chamado de Distrito S, que exige que as ruínas de alguns sítios sejam reformadas e reconstruídas.

    
Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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