Hassan Nasrallah

Hoje no especial “Quem é Quem”, vou contar um pouco, sobre um político libanês que possui grande popularidade e fama, nacionalmente, e internacionalmente, ele é inspiração de músicas, protestos, e até guerras, estou falando de:

Hassan Nasrallah


O Líder atual do Hezbollah nasceu em 31 de agosto de 1960, numa das regiões mais pobres dos subúrbios de Beirute, chamada Al-Karanteena, embora sua família seja do Sul, de Al-Bazouriyah.  Hoje, Nasrallah tem cinco irmãs e três irmãos, e ele é o mais velho deles. Apesar de ter uma vida simples, ele pôde ter educação numa escola particular, e terminou seus estudos em um Colégio no Sin el-Fil.

Durante a guerra civil, sua família se viu obrigada a voltar à aldeia do sul, e apesar de ser ainda muito jovem, ele aderiu ao Movimento Amal (um grupo também xiita, de resistência contra Israel), e começou a estudar religião. Um dos seus professores, foi o Imam Mousa Al-Sadr (líder religioso xiita, que desapareceu), e também Sayed Muhammad Al-Gharawi, que o ajudou a estudar na Escola de Religião em Najaf, Iraque, no final da década de setenta.

Lá, ele ficou sob a supervisão do Sayed Abbas Al-Musawi, que foi também um dos mais influentes líderes do Hezbollah. No entanto, em 1978, ele deixou o Iraque, devido aos conflitos do regime de Saddam Hussein, e os ataques contra as escolas religiosas xiitas. De volta ao Líbano, Hassan Nasrallah, continuou seus estudos religiosos em Baalbek, e voltou ao Movimento Amal, mas em 1982, por disputas internas dentro do partido, vários membros se retiraram, e Nasrallah foi um deles. 

Nesse mesmo ano, foi criado o grupo Hezbollah, e logo, ele foi um dos primeiros a fazer parte do grupo, participando de diferentes tarefas, contra as tropas israelenses que estavam no país. Em 1985, ele se mudou para Beirute. Lá, ele participou de uma série de outras responsabilidades dentro do partido, e dois anos depois, ele já alcançou cargos altos no grupo. Nasrallah também chegou a estudar um ano, na cidade de Qom, Irã, mas também voltou ao Líbano.

Em 1992, ele foi eleito, por unanimidade, pelos membros do grupo, como Secretário-Geral do Hezbollah, sucedendo o Ex-Secretário-Geral, Abbas Al-Musawi, que foi assassinado pelas forças "israelenses", em 16 de fevereiro de 1992, na vila Tiffahta, enquanto ele estava retornando de Jebsheet, aldeia no sul do Líbano. Durante sua liderança dentro do grupo, o Hezbollah, teve vários confrontos em território libanês com Israel, como em Julho de 1993, em abril de 1996, e finalmente em 2000, onde as tropas israelenses deixaram grande parte do território libanês.

Durante todos esses confrontos com as tropas de Israel, o Hezbollah também passou a fazer parte da política interna do país, e seus membros chegaram a ocupar grande parte dos assentos do parlamento, principalmente com o apoio, do cristão maronita, Michel Aoun, e seu partido. Atualmente o Hezbollah, é parte da Aliança 8 de Março, predominante no governo libanês. 

Em 2006, o Hezbollah, em uma tentativa de trocar prisioneiros libaneses, que está há anos em Israel, sequestrou dois israelenses, e isso estourou a maior guerra entre Líbano e Israel, onde o Presidente da época Emil Lahoud, se posicionou a favor do Hezbollah. Essa guerra sangrenta custou a vida de quase duas mil pessoas, a resposta de Israel foi avassaladora, e a estrutura do Líbano ficou abalada, porém Israel não conseguiu o seu maior objetivo, o desarmamento do Hezbollah, e a libertação dos soldados sequestrados. Mas no final da guerra, houve uma troca: Dois soldados israelenses, (mortos), por mais de 100 libaneses (também mortos), e outros 5 vivos, que estavam na prisão de Israel.

No Líbano, muitos o apoiam, por acreditarem que ele seja o símbolo da resistência contra Israel, por outro lado, ele também possui inimigos, que acreditam que ele queira transformar o Líbano, em um país islâmico, assim como o Irã, que o apoia. Ainda há aqueles, que gostariam que o Hezbollah existisse apenas como resistência, mas que não tenha nenhuma influência interna na política do país, outros acham que o Líbano deve ser defendido pelo Exército, e não por um grupo. No entanto, houve uma época em que não havia o Hezbollah, e o exército nada pode fazer, sobre a ocupação israelense. 

Mas ainda há muitos que acreditam que o cenário político mudou, e que hoje deve haver soluções mais diplomáticas, com o único e exclusivo fortalecimento do Governo e do Exercito no país. E nessa variação de pensamentos, em um pequeno país, porém diversificado, Hassan Nasrallah, é com certeza o atual político mais popular do Líbano, com amigos e inimigos, uma coisa é certa: Para um político, o modo de discursar, e o carisma exercido sobre o público, são fatores importantíssimos para que uma pessoa se destaque nesse meio e ganhe a confiança do povo, e isso Hassan Nasrallah tem de sobra.

Atualmente o grupo Hezbollah está envolvido nos conflitos da Síria, apoiando o regime sírio, é o que afirmou a todos, o líder do Hezbollah em seu recente discurso; porém enquanto muito se sabe e muito se fala sobre ele na política, pouco se sabe sobre a sua vida pessoal, seus gostos, e hobbies.  Após a guerra de 2006, suas aparições públicas foram mínimas, e poucos jornalistas conseguem uma entrevista com o Líder do Hezbollah, que é sempre criticado e elogiado, em todos os lugares do mundo, não apenas por muçulmanos.

Hassan Nasrallah é casado com Fátima Yassin, e teve cinco filhos, mas perdeu um deles, Muhammad Hadi, em um confronto contra a ocupação de Israel, em Jabal Al-Rafei, Sul do Líbano. Seus outros filhos são: Muhammad Jawad, Zeinab, Muhammad Ali, e Muhammad Mahdi. 

“Você permitiria que um povo, que veio de outro lugar, ocupasse seu país, fizesse a criação de um Estado independente, e depois de 50 anos, você não pudesse mais permanecer nesta terra?” 
Hassan Nasrallah

Veja mais ---->Suleiman Frangieh ----> Rafik Hariri
               

Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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