Hezbollah na mira da União Europeia

Foto Montagem: Gazeta de Beirute

Na última quinta-feira (23), a França anunciou a expectativa de que a iniciativa de incluir o Hezbollah na lista de organizações terroristas da União Europeia seja definida até o final de Junho, em virtude da importação do conflito sírio para o Líbano executado pelo grupo, e que poderá desestabilizar o país e arriscando as Forças de Paz da ONU. 

O apoio francês, que conta com 900 tropas de 37 países parceiros nas Forças de Paz da ONU no Líbano, deve facilitar a adesão dos demais Estados-Membros da União Europeia, no apoio à proposta de inclusão do Hezbollah na listagem dos grupos terroristas da União Europeia, que para ser aprovada, necessita dos votos unanimes dos 27 estados que compõem a União. 

Alguns países já concordaram com a inclusão, e outros também deverão endossar a inclusão do grupo à lista, é o caso da Alemanha e da Grã-Bretanha, que inclusive citou o envolvimento do grupo no ataque realizado na Bulgária, que matou cinco israelenses, o que fez o grupo ir parar em sua lista negra. 

A Holanda já lista o Hezbollah em sua lista de grupos terroristas, assim como os EUA, e agora, as autoridades israelenses querem que os demais países da União Europeia façam o mesmo. Porém, alguns governos europeus, temem que essa medida, intensifique a tensão no Oriente Médio, e prejudique o Líbano. 

No último sábado, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah respondeu: "Faz tempo que estamos na lista de organizações terroristas. E isso não é nada além de tinta em um pedaço de papel (...), a Europa acredita que vamos mudar a situação na região (...) Estamos orgulhosos”.

Após a Conferência Amigos da Síria, realizada na ultima semana em Amã, Philippe Lalliot, Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores, disse que houve uma violação do acordo entre os partidos políticos libaneses, por parte do Hezbollah, quando este decidiu se envolver no conflito sírio, que é uma guerra pertencente à Síria e não ao Líbano, e que o envolvimento do grupo aumenta a tensão já existente no país, bem como, coloca sua estabilidade em risco.

O recente e sangrento confronto em Trípoli, eclodido de forma mais violenta desde o ultimo domingo, por militantes apoiadores das facções rivais da guerra civil do país vizinho, já tirou diversas vidas e deixou dezenas de feridos, além dos combates com os militantes do Hezbollah, no reduto rebelde de Qusair, na fronteira com o Líbano. 


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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