Maio, mês de escândalos, para Barak Obama

Foto: Reuters 

Por que o mês de Maio vem causando insônia ao Presidente americano? Três grandes polêmicas rondam a Casa Branca ultimamente, depois que surgiram algumas polêmicas, colocando em risco a imagem da administração do político. Foram três, os principais assuntos que ganharam destaque nos noticiários: uma investigação da Receita Federal dos Estados Unidos, grampos secretos em telefones de uma Agência de Notícias, e um atentado na Líbia, em 2012. 

Neste mês, apareceram denúncias de que o Internal Revenue Service (IRS, equivalente a Receita Federal dos Estados Unidos), teria investigado além do necessário, e de maneira inapropriada, membros de grupos mais conservadores do Partido Republicano nos Estados Unidos, grupos de oposição a Obama. O alvo seriam grupos que pediam registro, como instituição sem fins lucrativos, para obter alguns incentivos fiscais, o que de fato, seria necessário uma averiguação, mas essa também teria sido uma desculpa para que investigações, consideradas abusivas, fossem realizadas. Em 15 de maio, Obama discursou sobre o assunto, e na ocasião, disse que não havia desculpas para tal situação, e anunciou uma investigação mais aprofundada. 

Outro escândalo, que vem tirando o sono de Obama nos últimos dias, é a descoberta de que o Departamento de Justiça fez gravações secretas em 2012, de ligações da Agência de Notícias Associated Press (AP), o que acabou se tornando um escândalo público, porque a agência foi notificada sobre o que aconteceu há alguns dias. “Não questionamos o direito de conduzir esse tipo de investigação, mas achamos que fizeram da maneira errada”, disse Gary Pruitt, CEO da AP, em entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS. 

O executivo classificou as ações, inconstitucionais. O Departamento de Justiça não explicou o motivo das gravações na notificação, mas a principal hipótese é a de que elas tenham sido feitas, porque a AP descobriu antes do anúncio oficial, que os Estados Unidos conseguiram frustrar um ataque terrorista que seria feito pelo Al-Qaeda no dia em que se completava um ano após a morte de Osama Bin Laden. O executivo disse, que o principal problema com essas gravações é que elas não eram restritas ao assunto. 

E finalmente, o “Banghazi Gate”, ocorrido em Setembro do ano passado, quando uma missão militar americana, sofreu um ataque em Benghazi, na Líbia. Desde o acontecimento, os republicanos, que fazem oposição a Obama, vêm acusando governo de minimizar as circunstâncias do ataque, porque elas poderiam refletir de forma negativa na campanha de reeleição de Obama. Mesmo passado o período de reeleição, as acusações de que o governo estaria escondendo fatos sobre o ataque continuam, e o assunto voltou a ganhar destaque na imprensa americana. Obama precisou responder perguntas sobre o assunto em entrevistas na Casa Branca, e os republicanos continuam achando os esclarecimentos, insuficientes.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute

Fonte: Exame e voz da Rússia
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