Monumento Amizade Sírio-Libanesa


O Monumento Amizade Sírio-Libanesa, está situado na Praça Ragueb Chohfi, no final da Rua 25 de Março, paralelo com a Rua Jorge Azem, no Parque Dom Pedro II. Inicialmente ele foi instalado nos jardins do Palácio das Indústrias (Atual Catavento Cultural e Educacional), e depois, foi trazido para sua localização atual, a pedido dos Lojistas da Rua 25 de Março, para evitar sua depredação. 

A localização atual está ótima, visto que Ragueb Chohfi iniciou sua carreira como comerciante na Rua 25 de Março, porém, a depredação foi inevitável. O monumento está abandonado, pichado, e com partes dos personagens decepados ou decapitados, além de ter tido suas duas placas de bronze (uma escrita em português e outra em árabe), roubadas. Uma perda de valor histórico inestimável, que representavam o símbolo da imigração árabe no Brasil.

Nas comemorações do centenário da independência, em 1922, a comunidade sírio-libanesa doou à cidade de São Paulo, esse magnífico monumento de 14m de altura, cujo pedestal de granito rosa mede 9,15 X 8,00 X 8,00, e a escultura de bronze medem 4,00m X 2,17m X 2,17m. A escultura é realmente enorme, rica em detalhes, e muito linda, obra do artista italiano, Ettore Ximenes, que a fez sob encomenda, da comunidade sírio-libanesa de São Paulo.

Na parte inferior da escultura, há um barco fenício (símbolo da supremacia dos antepassados mercadores do mediterrâneo, e orgulho dos libaneses), representando o comércio, além de personagens que representam as Ilhas Canárias por Haitam I, o ensino do alfabeto, e a entrada dos árabes no Brasil. No topo da escultura, há três personagens humanos no topo: Uma mulher representando a República brasileira, um guerreiro indígena brasileiro, e uma moça sírio-libanesa, que está ofertando algo a ele.

 A Praça Ragueb Chohfi, recebeu este nome, em homenagem a um dos primeiros comerciantes da região da Rua 25 de Março. Nascido na Síria, Ragueb Chohfi (1892-1983), chegou ao Brasil em 1904, onde trabalhou como vendedor por 18 anos, até que abriu uma pequena loja na Rua 25 de Março, em 1922, vindo a destacar-se no ramo do comércio após ter aberto a “Tecidos Ragueb Chohfi”, na mesma rua e ano. A crise de 1929 abalou seus negócios, mas o imigrante conseguiu se reerguer.

Em 1955, Chohfi passou o comando de seus negócios aos filhos: Lourenço, Raul e Nagib, que hoje comandam a Companhia Têxtil Ragueb Chohfi, e a Ragueb Chohfi Empreendimentos Imobiliários. Chohfi foi também membro ativo da comunidade sírio-libanesa, Presidente da Câmara de Comércio Sírio-Brasileira, um dos fundadores do Club Homs, do Esporte Clube Sírio, e também, Conselheiro do Lar Beneficente Sírio. Ragueb Chohfi faleceu aos 91 anos de idade, em 15 de Outubro de 1983.



Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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