O Astrolábio

Foto: Graphein 

O astrolábio é um instrumento antigo, que servia não só como instrumento de navegação, mas também para medir alturas e profundidades, o astrolábio de 1572, foi construído por Gualterus Arsenius. O anel na parte superior permite que o instrumento seja pendurado na vertical, as partes em relevo curvo, indicam algumas estrelas, com seus nomes escritos em latim. Calcula-se, que o astrolábio tenha começado a ser usado por volta de 150 A.C.. Este aparelho de cálculo e medida, passou pelas mãos dos Gregos e foram também os árabes que o usaram e o trouxeram, inclusive, para a Europa, ainda na Idade Média. Usado com diversos propósitos, o astrolábio servia para medir a altura e a posição dos astros, sendo isto muito útil para a navegação marítima. A sua utilização não se restringia, apenas na utilização do meio naval, sendo ainda capaz, de medir alturas ou profundidades.

Além de ser usado na astronomia, navegação e geografia, o astrolábio foi também utilizado com outros propósitos, o de registrar o tempo, e até para gerar horóscopos!

O astrolábio planisfério consiste, basicamente, de dois discos planos, geralmente feitos de cobre. Um deles representa a Terra, e é marcado com as linhas de latitude, longitude, horizonte do observador e outras linhas, indicando ângulos acima do horizonte. O outro disco é um mapa simples do céu, com as posições das estrelas, indicadas por ponteiros curvos, e com a eclíptica (linha do movimento anual aparente do Sol).

Ele também era usado na agrimensura, para se conhecer, por exemplo, a altura de uma montanha, a partir do cálculo do ângulo, formado por sua sombra. O astrolábio, usado pelos navegadores, foi desenvolvido a partir desse instrumento primitivo, e divulgado na Europa pelos árabes. Foi muito utilizado no séc. XV, como instrumento de navegação, principalmente pelos portugueses e espanhóis, durante o ciclo das grandes navegações. Era usado para medir a altura do Sol, ou de uma estrela, durante alguma viagem no meio do oceano, de maneira a se determinar a latitude. Era suficientemente pesado para continuar pendurado, na posição vertical, apesar do balanço do navio.

O astrolábio era formado por base em formato de disco, normalmente feita de latão, chamada de madre (mater), onde são encaixadas as restantes partes. Sobre este disco principal estão inscritas em todo o seu contorno, escalas com números, indicando espaços de tempo ou graus.

Os tímpanos (tabulas), marcações gravadas sobre a mater, são pequenas peças em forma de disco, onde estão inscritas várias linhas de azimute, que podem variar entre 0 grau (Norte) e os 360º (novamente Norte). Cada grau corresponderia a uma coordenada da rosa dos ventos, medida no sentido dos ponteiros do relógio. A alidade era outra peça que fazia parte do astrolábio, e localizava-se na parte mais atrás. Esta peça, sob a forma de agulha, girava e tinha a função de medir a altura dos astros, através da observação do limbo, com inscrições divididas em graus.

O anel, em forma de elipse, servia para determinar qual o percurso do sol. Através de um calendário, conseguia-se determinar qual a localização geográfica do sol, consoante o dia do ano em que se estivesse. E ainda existia o ponteiro das estrelas, que em conjunto com a aranha, que girava para um e outro lado, servia para determinar a posição geográfica de determinada estrela, com base no dia do calendário em que se estivesse a fazer o cálculo.

Muitos exemplares espalhados pelo mundo foram fabricados em Portugal, e têm o nome, ou a marca de seu fabricante, como Agostinho de Góis Raposo, Francisco Góis e João Dias. Poucos astrolábios náuticos chegaram até os nossos dias, mas com o desenvolvimento da arqueologia subaquática, foi possível recuperar mais exemplares. Existem atualmente, cerca de 80 astrolábios, mundialmente registrados no Museu Marítimo de Greenwich.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute

Fonte: museutec, penta.ufrgs, e curiosidades do mundo.
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